Sorrisos e lágrimas na divulgação dos resultados dos exames nacionais

Francisca Agrela sorri perante os resultados. 17,2 em português dá-lhe acesso à universidade. Fotos FN

E o dia “D” chegou com sorrisos e lágrimas… São assim as emoções dos estudantes do ensino secundário que fizeram exames nacionais de 11.º ano e 12.º anos e que viram hoje os resultados afixados. Para uns, a euforia total perante a nota que é o passaporte para a entrada no ensino superior, nomeadamente os estudantes de 12.º ano. Para outros, o desânimo perante notas inesperadas que não conseguem competir com as exigências das médias mínimas exigidas para as provas de ingresso.

Na Escola Secundária Jaime Moniz, grande expetativa, mas os resultados são, em termos de médias globais, positivos.

Pelas 09h00, as escolas secundárias já afixaram os resultados dos exames nacionais. Este ano, apesar da estrutura das provas de algumas disciplinas ter sido subitamente alterada, inclusive com conteúdos inesperados, a maioria dos estudantes conseguiu manter-se na positiva, se bem com notas tendecialmente mais baixas das que levaram a exame. A média nacional de Português é de 110 pontos, menos um ponto que em 2017. Uma baixa que não é significativa, faltando as escolas analisarem per si as estatísticas internas.

Na Escola Secundária Jaime Moniz, um misto de moções pairava nos jovens e respetivos familiares que seguiam a sucessão de números nas pautas. Para uns, a euforia perante os resultados, para outros, o desgosto até às lágrimas. Mas nem tudo está perdido. Há sempre a hipótese de ir à segunda fase de exames e melhorar os resultados, apesar do maior número de vagas constar na primeira fase de candidatura nacional ao ensino superior.

Matemática, física, história e economia com resultados ainda abaixo das expetativas da generalidade dos alunos.

Na APEL, Francisca Agrela rejubilava com a supresa da nota no exame de português, 12.º ano. 17,2 valores foi uma vitória que assegura a esta jovem a entrada na universidade, num curso a pensar. Ao seu lado, os rostos expressavam algum desânimo e mcontenção. As notas mais baixas implicam uma longa espera durante o processo de candidatura à universidade.

Muito caminho há a percorrer. Aliás, muitos jovens ainda não sabem qual o curso a seguir e enfrentam mesmo um dilema. Uma decisão que etrá de ser tomada já, porque as candidaturas à primeria fase do ensino superior começam na próxima semana.

Nas ciências, a matemática e a física continuam a dificultar a vida aos estudantes. Os rostos conformados ou tristes dão nota disso mesmo, apesra de pontualmente haver notas também a remeter para a genialidade dos estudantes, alguns com 20 valores.

Disciplinas como física, história, filosofia e economia, os resultados gerais nacionais ainda são baixos, ficando-se mesmo nos valores negativos. A matemática também registou uma baixa nacional, passando de 115 pontos (em 2017) para 109 pontos.

Depois dos resultados, segue-se a afluência dos alunos às secretarias das escolas para pedirem a ficha ENES de candidatura ao ensino superior. Outros ainda tiram cópia dos exames para ponderar o recurso de nota. O suspense continua até à divulgação dos resultados de acesso ao ensino superior, na primeira semana de setembro próximo.