PTP reafirma “inércia” das entidades públicas no caso da família de Machico que mora numa barraca

O PTP – Madeira, na sequência do comunicado enviado pela Secretária Regional dos Assuntos Sociais, sobre a família em situação de emergência social em Machico com o título “Governo Regional “não compreende” a posição do PTP no caso de família de Machico”, veio, através de comunicado reafirmar a inércia das entidades públicas. Recorda, a propósito, que a denúncia do caso foi feita no dia 11 de Junho, e que “até à data a família continua a residir na barraca, sendo que não têm acesso às refeições da Santa Casa da Misericórdia de Machico como foi dito, praticamente sobrevivem da solidariedade de algumas pessoas e do RSI que apenas um elemento da família recebe, sendo manifestamente insuficiente para as despesas do agregado, que apresenta um quadro de desnutrição entre outros problemas de saúde”.
O IHM esteve com a família, reconhece o PTP, “mas não resolveram nada, mandaram apenas que se inscrevessem, ignorando por completo as dificuldades do agregado em tratar da burocracia por conta própria”. A própria deputada do PTP afirma que foi com o casal tentar inscrevê-los no IHM “mas o senhor responsável para o efeito na Câmara Municipal de Machico, não estava disponível, não tendo ninguém ao serviço para o substituir”.
A Segurança Social de Machico, por outro lado, “apenas foi ao local nesta terça-feira, após o pedido de audiência do PTP, visto que já tinha sido accionado a linha de emergência social nacional por duas vezes e nada tinha sido feito localmente”.
Na audiência com a Segurança Social, diz o comunicado dos trabalhistas “foi-nos pintado um quadro fatalista sobre o caso, tudo aparentava ser uma dificuldade, no entanto, não essa a percepção do PTP que teve a oportunidade de acompanhar a família, que tem sido muito receptiva e afável, ansiosos para se encontrar uma solução”.
Se o caso está a ser acompanhado pela Câmara Municipal de Machico, pelo IHM e pela Segurança Social, então as diligências têm sido ineficientes, conclui o PTP, que acredita que o que está em falta é boa vontade e pede à Secretaria dos Assuntos Sociais uma intervenção mais profunda e célere.