Sara Madruga afirma que solução da RAM para os professores é “elogiada a nível nacional”

A solução encontrada pelo Governo Regional para recuperar o tempo de serviço dos professores que leccionam na Madeira teve um grande impacto a nível nacional, sendo amplamente elogiada não só na Região mas também no continente e nos Açores, assegura uma nota de imprensa do PSD-M. Esta constatação é de Sara Madruga da Costa, deputada do PSD à Assembleia da República (AR), que reuniu hoje com os órgãos dirigentes da Delegação da Madeira da Associação Nacional de Professores (ANP).

“Graças ao Governo Regional, à autonomia e à social-democracia, os professores da Madeira serão os únicos do País a ter o seu tempo de serviço contabilizado. O Governo Regional arranjou uma boa solução para os professores, elogiada a nível nacional por todos os sindicatos, inclusive nos Açores”, exulta Sara Madruga.

A posição foi reforçada pelo presidente da ANP. “Esta é a única zona do País que vai ter a recuperação do tempo de serviço. Isso não vai acontecer no continente nem nos Açores”, disse Luís Alves, sublinhando que a contabilização da totalidade do tempo de serviço dos professores – nove anos, quatro meses e dois dias – é “benéfica” e significa uma “lufada de ar fresco” para todos os professores da Madeira.

“Tivemos alguns associados a contactar-nos para saber quando seria o próximo concurso aqui na Região, porque gostariam de regressar à Madeira para tentar beneficiar dessa medida”, confessou o presidente da ANP.

Em contraponto, Sara Madruga da Costa, aponta a “trapaça” e o “embuste” do Governo central em relação aos professores, dizendo que a situação a nível nacional é bastante preocupante. “A promessa do governo da geringonça aos professores para o descongelamento das carreiras não está a ser cumprida”, frisou a deputada, acusando António Costa de ter “mentido” e “enganado” os docentes.

Recordando que foi o governo socialista de José Sócrates que congelou a carreira dos professores e que foi o governo socialista de António Costa que, em 2017, prometeu que iria descongelar a carreira e contabilizar a totalidade do tempo, Sara Madruga da Costa, sublinha que neste momento “não há nenhum acordo a nível nacional” com os professores que estão “muito preocupados” e “defraudados” com esta situação

Sara Madruga da Costa não deixou também de mandar uma “farpa” à prática socialista na Região. “Também à ‘boa maneira socialista’ temos um presidente de Câmara que também se comprometeu com os funchalenses em governar a cidade, e dois meses depois de tomar posse já abandonou esse compromisso.”