BE agastado com atuação política de Paulo Cafôfo

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A Comissão política do BE-Madeira reuniu hoje na sede regional e aprovou a seguinte declaração política:

1 – O BE integrou a coligação Confiança no Município do Funchal em 2017 para evitar que este fosse recuperado pelo PSD, partido coveiro da Autonomia Regional, obreiro da bancarrota da Madeira e criador dos poderosos interesses privados, que enriqueceram com a dívida, alimentam-se do orçamento regional, desbaratam os fundos comunitários, encarecem o custo de vida e não permitem o crescimento mais justo e sustentado da economia.

2 – O BE lamenta que o presidente da câmara do Funchal tenha quebrado a sua promessa de cumprir o seu mandato até ao fim, que foi reiterada de forma clara durante a campanha eleitoral, a falta à palavra dada não dignifica a Política e suscita desconfiança dos cidadãos eleitores. A lealdade entre os parceiros de coligação obrigaria a que estes fossem informados previamente antes da decisão ser tornada pública e, no caso do BE, isso não aconteceu.

3 – O BE distancia-se das iniciativas protagonizadas pelo presidente da câmara do Funchal, que extravasam o âmbito das suas funções, concretamente viagens para fora da Madeira para tratar de questões que não cabem nas competências do município e que se confundem com atividades de promoção política tendo em vista o ato eleitoral de 2019. O Bloco sempre condenou a utilização de meios públicos para fins de propaganda, a confusão entre atos oficiais e atos partidários e considera que o presidente da câmara deve focar-se na governação do município, que é para isso que foi eleito e para o que poderá contar com o apoio do Bloco.

4 – O BE mantém-se fiel aos seus princípios, ao seu património político, empenhado em aprofundar a mudança na política e na sociedade madeirense, na defesa intransigente do interesse coletivo, na senda de uma rutura com a subserviência dos poderes políticos aos interesses económicos privados, que irá condenar quaisquer que sejam os protagonistas.