Susana Prada sublinha a necessidade de uma sensibilidade ecológica

Os secretários regionais do Ambiente e Recursos Naturais e de Educação estiveram hoje presentes no hastear da Bandeira Verde na escola Profissional Dr. Francisco Fernandes. Foi uma oportunidade para Susana Prada destacar o trabalho da instituição, referindo a contribuição para a construção de uma sociedade mais sustentável.

Durante a sua intervenção, a governante recordou que ao longo de décadas de extracção desmesurada de recursos não colocou em causa a capacidade de regeneração do planeta. No entanto, o desenvolvimento tecnológico aumentou a intensidade e o modo de explorar recursos, antes inacessíveis. Recursos considerados como inesgotáveis, passaram a estar sob pressão e, em alguns casos, em sério risco de esgotamento, colocando em causa o nosso modo de vida. A economia desenvolveu-se em torno de uma estrutura linear. Os produtos são criados a partir de matérias-primas extraídas da natureza e utilizados, muitas vezes, uma única vez, sendo descartados como resíduos, que acabam, na melhor das hipóteses, numa incineradora. Novos produtos implicam a extracção de mais matéria-prima, refere uma nota de imprensa. 

No entanto, as matérias-primas, como o gás natural e o petróleo, os minerais utilizados na electrónica moderna ou a sílica das areias utilizada no fabrico de vidro, existem em quantidades finitas, e demonstram-se manifestamente incapazes de se renovar, à escala do consumo humano.

“Mas o problema não se coloca apenas na gestão de recursos. Este modelo económico, está na base de muitos outros problemas, dos quais destaco as Alterações Climáticas provocadas pela libertação de gases com efeito de estufa para a atmosfera, e a poluição do meio ambiente”, alertou Susana Prada, acrescentando que “é urgente que o modelo económico seja sustentável. É urgente que a actual prosperidade não coloque em causa a das gerações futuras. Somos actualmente 7.600 milhões. Estima-se que, em 2050, a população mundial atinja os 10 mil milhões. Pelo que é fundamental promover novas atitudes e hábitos de consumo”, defendeu.