PS de Costa veio à Madeira prometer empenho na vitória socialista nas Regionais de 2019 e assume compromisso com novo Hospital

Ana Catarina Mendes A
Ana Catarina Mendes veio à Madeira garantir o compromisso do PS relativamente ao novo Hospital e ao subsídio de mobilidade.

“Queremos afirmar que, pela primeira vez, é possível ganhar aqui as eleições na RAM e o PS tudo fará e empenhar-se-á para ter uma grande vitória nas próximas Regionais aqui na Madeira», disse hoje Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do Partido Socialista, ao apresentar, na Região, a moção que António Costa, líder nacional do partido e atual primeiro-ministro, vai levar ao Congresso que se realiza entre 25 e 27 de maio.

Catarina Mendes deixou, sem reservas, o desejo socialista nacional de sucesso na Madeira: «Temos um desafio eleitoral na Região Autónoma da Madeira, ao qual o PS não foge». Ao apresentar a Moção “Geração 20/30”, afirmou que o PS «sempre defendeu a Autonomia Regional e continuará a defender o reforço dessa Autonomia Regional, porque só isso é que faz sentido para que cada uma das regiões (Madeira e Açores) se possa afirmar».

E em nome de Costa, veio aquilo que os madeirenses queriam ouvir relativamente a assuntos que têm aquecido a tensão com Lisboa: O partido «está absolutamente comprometido com a realização do novo hospital na Madeira, em olhar sobre o subsídio de mobilidade e ver quais são as melhores respostas que o Governo da República, em cooperação com o Governo Regional e com as autarquias, pode dar à Região Autónoma da Madeira e à Região Autónoma dos Açores».

A responsável explicou que “a moção de António Costa é a pensar no trabalho que já foi feito ao longo deste tempo em que o PS está no Governo, mas também a olhar para o futuro. «Olhar para o futuro significa olhar para as próximas gerações. Nós não podemos pensar hoje a política com os desafios com que estamos confrontados apenas e só para o imediato. É preciso pensar a construção de um projeto a longo prazo», disse, referindo ainda que esse projeto tem três objetivos essenciais.

O primeiro objetivo, adiantou, tem a ver com “as alterações climáticas, sendo a Madeira já hoje uma Região que sente os efeitos deste fenómeno”. Tal como afirmou, «as alterações climáticas não são apenas aproveitamento das energias renováveis, são também uma nova filosofia de vida e uma nova forma de estarmos na vida». Segundo referiu, este desafio implica «como é que Portugal, no contexto mundial, se pode adaptar àquilo que são as alterações que já todos nós sentimos».

Apontou dois outros desafios, um da sociedade digital, referindo que «nós não sabemos ainda hoje quantos empregos vão ser criados de novo e quantos empregos vão desaparecer com as novas tecnologias», outro demográfico, recordando que “Portugal voltou a ter menos cerca de 600 crianças do que em 2016”.

Relativamente ao líder do PS-Madeira, disse que a vinda de Ana Catarina Mendes demonstra «a preocupação e a importância que a RAM tem no contexto nacional, na perspetiva do PS».

Emanuel Câmara disse também estar cada vez mais convicto de que o próximo ano «será o ano de afirmação do PS na Região, concretizando a alternância do poder». «Pensamos nós que temos neste momento essa grande responsabilidade de concretizar aquilo que qualquer democrata que se preze deseja, que é ver a alternância do poder na sua terra», salientou o líder dos socialistas madeirenses.