Fazer levantamento do património e elaborar mapas e itinerários culturais pelos concelhos, proposta defendida em conferência

João Lemos Conferência património cultural
João Lemos foi o orador da conferência sobre Património Cultural.

Decorreu hoje, na Escola Profissional Atlântico, a conferência Turismo e Património Cultural, tendo como orador o Prof. João Lemos, presidente da Associação de Investigação Científica do Atlântico, dirigida aos alunos dos cursos de turismo. Ali foi defendido, enquanto propostas para reflexão, “um levantamento de todo o património construído da Região e elaborar mapas e itinerários culturais por concelho ;Promoção de concertos musicais nas igrejas da Madeira integrados no calendário regional, com divulgação nos hotéis e nos órgãos de comunicação/internet; Candidatura da Cidade do Funchal a Património Cultural Mundial da UNESCO e Recuperar os Caminhos Reais em toda a Madeira e criar itinerários turísticos por concelho e um mapa regional. Seria um novo produto para oferecer aos turistas, entre outras.

No início o orador começou por expôs alguns conceitos de património cultural: “O património cultural  são os valores, os significados atribuídos pelas pessoas a objetos, lugares ou práticas culturais que os tornam património de uma coletividade (ou património coletivo). O património cultural representa a história de vida de uma determinada sociedade. Para Mª Ângeles Querol é “O conjunto de bens móveis (ex: coleções), imóveis (ex: Sé Catedral) e imateriais (ex: festas e feiras) que herdamos do passado e que decidimos que merecem ser protegidos como parte das nossas raízes de identidade social e histórica”.

João Lemos apresentou depois os objectivos gerais do Ano Europeu da Património Cultural, nomeadamente: contribuir para a promoção do papel do património cultural europeu enquanto elemento central da diversidade e do diálogo interculturais; potenciar o contributo do património cultural europeu para a economia e para a sociedade, através do seu potencial direto e indirecto e contribuir para a promoção do património cultural como um elemento importante da dimensão internacional da União Europeia.

Referiu-se à importância do património cultural para a dinamização do sector do turismo, numa região ou num determinado país. O património tem um grande peso para a prática do turismo sobretudo para o Turismo Cultural, isto porque, existem motivos e critérios de seleção que levam os turistas a preferirem determinado território em detrimento de outro (o desejo de conhecer a cultura do povo em questão). O turista cultural é regra geral alguém com uma cultura muito vasta, detendo por vezes um ou mais graus académicos. São politicamente tolerantes e apreciadores da diversidade cultural. Logo, este tipo de turismo permite a entrada de mais dinheiro na Região que apresenta maior diversidade cultural. A Madeira apesar da sua área geográfica, possui grande diversidade de património construído.

O Prof. João Lemos abordou também a relação do património cultural com o turismo, indicando alguns exemplos de sucesso, quer na Madeira, (caso das quintas que foram transformadas em unidades de alojamento turístico), quer em Portugal continental. “O património cultural é de extrema utilidade para a atividade turística, quando se observa o crescimento de procuras nacionais e internacionais interessadas em conhecerem o legado cultural dos destinos turísticos”.