PSD diz que a Câmara do Funchal “esconde quase 800 mil euros a mais em deslocações, estadias e estudos”

João Paulo Marques PSD
João Paulo Marques diz que o problema “é aquilo que esta revisão esconde”

O deputado municipal do PSD, João Paulo Marques, acusou a Câmara Municipal do Funchal de uma “revisão orçamental manhosa” para 2018, que faz referência apenas ao aumento das receitas e nada diz sobre a despesa. Foi hoje na reunião da Assembleia Municipal.

O social democrata alertou que “o problema é aquilo que esta revisão esconde”, referindo que “são quase 800 mil euros a mais em deslocações e estadias, em estudos, pareceres e consultadoria, em seminários e exposições”. Por isso avisou hoje na reunião da Assembleia Municipal: “Não contem connosco para passar um cheque em branco a esta vereação

“Um dia depois da discussão do Orçamento avançaram com um empréstimo de 19 milhões de Euros. Tinham a opção de colocar os factos à discussão, mas preferiram fazê-lo de forma premeditada, nas costas desta Assembleia”, lamentou.

Numa nota enviada às Redações, o PSD faz alusão ainda a declarações da deputada social-democrata Vera Duarte, que constatou que a Autarquia do Funchal nunca cobrou tantos impostos como cobra agora, “contabilizando o aumento de mais de cinco milhões de Euros cobrados em 2017 face ao ano anterior, em impostos diretos, indiretos, taxas e outras penalidades. “Este executivo impõe às famílias funchalenses uma pesada carga fiscal, prejudicando-as diariamente”.

Numa outra intervenção da bancada “laranja”, Bruno Melim convidou o presidente da CMF a “sair” da autarquia, criticando a postura do edil quando decidiu tratar de assuntos que não eram da sua competência. Num discurso bastante crítico, o deputado municipal do PSD acusou o chefe do executivo camarário de ter “sede de poder” e pediu para que este “vá à procura da sua felicidade e deixe o Funchal ser governado” .