APRAM manda avaliar materiais dos novos “quiosques” para operadores turísticos na Marina

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A Administração de Portos suspendeu a entrega dos novos espaços até avaliar os materiais.

por Rui Marote

Não é de agora que o Funchal Notícias vem acompanhando as peripécias resultantes da instalação de novos quiosques na Marina do Cais 8 e na Marina do Funchal, destinados à colocação de serviços dos operadores turísticos ali situados. Convenhamos que as alterações, previsivelmente de estética e de funcionamento, permitiram que possamos louvar a atitude da APRAM (Administração de Portos da Madeira).

A Marina do Funchal era, na realidade, barracada instalada. E as medidas tornaram-se, por isso, urgentes. Como tal, em finais de novembro de 2017, começaram a ser colocados no Cais 8 aquilo que na altura chamamos de “contentores”, uma vez que o desenho apresentado não foi o mais feliz, como documentam imagens correspondentes.  Já em janeiro, três operadores receberam os seus novos escritórios.

Marina Funchal
Os novos espaços estão a “meter água” e os inquilinos reclamaram.

A verdade é que o processo foi decorrendo. Em janeiro, a APRAM deu um prazo para desmontagem das barracas existentes, em consequência da construção dos novos e mais modernos espaços. As barracas foram, assim, removidas para uma área em frente aos restaurantes, sendo que a data limite para o privosório, pressupondo-se definida para a transferência, seria 28 de fevereiro. Uma data que, como se sabe, já passou há algum tempo.

As razões para este atraso, como apurou o Funchal Notícias, prendem-se com uma reclamação interposta junto da APRAM, por parte dos inquilinos, alegando que os mesmos tinham infliltrações de água no seu interior. Uma situação que levou a Administração de Portos a suspender a entrega dos novos quiosques, ordenando a feitura de testes laboratoriais aos materiais, no sentido de saber se estão em consonância com o caderno de encargos, estando o panorama, até hoje, sem reposta concreta sobre o futuro daquelas construções.

Se houver alguma anomalia, é caso para dizer que alguém poderá estar “a vender gato por lebre”.