Desfile de chapéus de chuva substituiu ontem as flores no Largo do Colégio

*Com Rui Marote
Sábado no Funchal: a chuva miudinha não incomodou os turistas, que percorriam as ruas da cidade, emprestando um curioso colorido à urbe, com os seus guarda-chuvas. Um aspecto multicolorido que de algum modo servia de bom prenúncio para a Festa da Flor, de cuja realização, hoje, não faltava quem duvidasse. Alguns dos turistas, dando cumprimento ao programa pré-definido, assentaram arraiais na praça do Município aguardando o cortejo infantil que, todavia, há mais de 24 horas tinha sido cancelado e transferido para o dia 28.

Na gíria castrense, há um ditado que diz: “chuva civil não molha militar”. Os estrangeiros de visita à Região parecem dizer-nos que esta chuva não incomoda ninguém, não estraga a festa, e fizeram questão de percorrer os pavilhões de bordados, que não tiveram mãos a medir nas vendas. O pavilhão das flores, por outro lado, teve casa cheia .E o Largo do Colégio, que era o palco do cortejo das crianças e do tradicional Muro da Esperança. não ficou despido porque alguns dos mais novos fizeram questão de colocar ali a sua flor. É caso para dizer que a esperança não morre.