Sara Madruga da Costa acusa Mário Centeno de deixar na gaveta o novo hospital da Madeira

Um comunicado da deputada social-democrata madeirense na Assembleia da República, Sara Madruga da Costa, refere que o ministro das Finanças, Mário Centeno esteve hoje no parlamento nacional, a requerimento do PSD, numa audição conjunta entre a Comissão da Saúde e a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa para «prestar esclarecimentos sobre os sucessivos bloqueios que degradam a qualidade do Serviço Nacional de Saúde».

A deputada Sara Madruga da Costa questionou Mário Centeno sobre o financiamento do novo hospital, considerando que “já todos percebemos que quando este governo da república não quer resolver um problema, cria um grupo de trabalho. Não interessa se depois o  grupo de trabalho reúne ou funciona. Para este governo, o que interessa é criar a ilusão de que se pretende resolver, foi assim com o subsídio social de mobilidade que continua num grupo de trabalho, mas também é assim com o financiamento do novo hospital”, referiu.

Sara Madruga da Costa acusou Mário Centeno de não querer resolver o financiamento do novo Hospital da Madeira “este é um dos muitos exemplos do bloqueio e do cerco à Madeira. O governo da república demorou nove meses a criar um grupo de trabalho para o financiamento do novo hospital e neste momento e passados trezes meses o grupo de trabalho apenas reuniu uma única vez e até o representante indicado pelo gabinete do secretário de estado do orçamento já avisou que não vai continuar e está de saída”.

A deputada madeirense questionou diredtamente Mário Centeno sobre como tenciona concretizar o financiamento do novo hospital e porque motivo o seu representante no grupo de trabalho não tem condições para continuar.

Mário Centeno, refere um comunicado da deputada, não respondeu a esta questão, nem às restantes questões colocadas pelos deputados sobre os assuntos pendentes e que estão neste momento na secretária e nas gavetas de Mário Centeno a aguardar por aprovação.

A deputada Sara Madruga da Costa referiu ainda que “Mário Centeno é uma espécie de chefe de orquestra, controla tudo e todos, por ele “são todos Centeno”, o que interessa, o que é verdadeiramente importante é o objectivo pessoal de Centeno do controlo orçamental “é ficar bem na fotografia da Europa”, nem que para isso tenha de colocar e risco a saúde de todos os portugueses, nem que para isso se realizem exames do cancro em morgues ou que crianças façam tratamentos oncológicos em corredores dos hospitais”.

 


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