Carlos Pereira diz que Madeira “anda à nora” sobre o próximo quadro de apoios 2030

A Estratégia para o Portugal Pós-2020, ou, se quisermos, a reflexão estratégica, ou a falta dela, sobre o futuro do país e da Região no médio e longo prazo (Portugal 2030) preocupa o deputado da Madeira eleito para a Assembleia da República, Carlos Pereira.

Enquanto que o Governo da República já definiu a estrutura sobre a qual irá assentar as apostas portuguesas para o próximo quadro comunitário de apoios da União Europeia a Portugal, Carlos Pereira vislumbra atrasos, desnorte e inércia por parte da Região.

Hoje, nas sua habituais ‘Notas do dia’, Carlos Pereira diz que as perspectivas são negativas e as reações são uma desilusão. E critica mesmo o facto do seu partido, na Assembleia Regional, ainda não ter proposto uma comissão eventual sobre o tema.

“Vejo que o Governo Regional (e os restantes partidos, incluindo o PS que já devia ter apresentado uma proposta de comissão eventual para análise e projecção dos apoios 2030) anda à nora sobre o futuro dos fundos europeus e ainda não compreendeu que as decisões são tomadas agora (as declarações da secretária do turismo são constrangedoras)”, escreveu.

Segundo o deputado, “no plano nacional o governo está a trabalhar a todo o vapor e a AR tem uma comissão a trabalhar que também vai ouvir as regiões autónomas. Mas isto para nós não chega. O cenário que está em cima da mesa com a saída do Reino Unido é a perda de 15 bilhões por ano para o Orçamento da UE. Significa que perdem-se 15% dos fundos de coesão e PAC. A Madeira tem de ter a lição bem estudada”, revela. E não tem.

“Não me preocupa apenas a pasmaceira do governo, preocupa-me tudo o resto que entre entregas de panfletos e apresentações de cumprimentos o resultado é quase um poço cheio de nada!”, recadeou.