Artista plástico madeirense expõe duas dezenas de trabalhos em Gondomar

Diogo Goes
O madeirense Diogo Goes expõe, em Gondomar, parte de uma coleção individual de desenhos.

O artista plástico madeirense Diogo Goes vai apresentar a sua nova exposição individual “Caprichos de Goes, em Coleção particular”, entre 23 de Março e 28 de Abril, em Gondomar, na Casa Branca de Gramido. São cerca de duas dezenas de trabalhos, parte do espólio de desenhos do autor, que integram uma coleção particular.

A exposição tem a curadoria do artista plástico e museólogo Agostinho Santos, diretor da Bienal Internacional de Arte de Gaia e Presidente da Direção da Artistas de Gaia – Cooperativa Cultural CRL.

Os trabalhos serão de grandes e médios formatos, a acrílico e pastel de óleo sobre tela e papel, que interpretam obras de referência na História da Arte, nomeadamente dos pintores Bosch, Goya e Velásquez. Segundo uma nota enviada à comunicação social, é referido que “Diogo Goes estabelece ainda algumas relações entre os desenhos e a história do espaço expositivo”.

“Estes trabalhos – não “obras de arte” – são antes de mais, exercícios de uma prática de representação em desenho, ou em pintura. As histórias neles contadas, tratam-se de “caprichos”, pretextos do autor, para continuar a operação de desenhar”, refere-se na descrição das obras. Desta exposição resultará ainda a edição de um catálogo.

Diogo Goes exposição
A exposição é inaugurada a 23 deMarço e vai estar patente até 28 de Abril.

Relativamente ao local onde a exposição ficará patente, a Casa Branca do Gramido, tutelada pela Câmara Municipal Gondomar, é um palacete histórico do final do século XVIII, na transição para o século XIX, com traçado neoclássico primitivo, tendo também sido uma casa agrícola e armazem de cereais. Foi classificada como património em 2008, e reconvertida em espaço museológico, galeria de arte e centro de turismo. A Casa Branca do Gramido também conhecida como Casa da Convenção, deve a sua importância ao facto de ter sido lugar da assinatura do tratado da Convenção de Gramido, em 1847, que pôs termo à revolta popular de Maria da Fonte.

Diogo Goes é Licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e possui formação avançada em Gestão e Financiamento de Organizações e Projetos Culturais. É autor de cinquenta exposições individuais e já integrou mais de cento e vinte exposições coletivas em todo o país e estrangeiro, destacando-se várias participações em Bienais Internacionais, em Gaia, Cerveira, Vila Verde, Coimbra, Milão, Génova, Salvador da Bahia, entre outras cidades. Recebeu prémios e bolsas. Além da sua atividade artística é atualmente professor universitário e do ensino profissional, e diretor de eventos no ramo empresarial.

A exposição poderá ser visitada de terça a sábado, (no horário de inverno) das 9h.30m às 13h.00 e das 14h.00 às 17h:30m, na Casa Branca de Gramido, sito à Travessa da Convenção de Gramido nº41, Valbom, em Gondomar.

De destacar ainda, que Diogo Goes tem agendado para 14 de Junho a inauguração de uma nova exposição individual, “Mamã, Eu não quero ser Pós-Moderno”, desta vez no Funchal, na Galeria Marca d’Água sito à Rua da Carreira.