JPP vem inquirir contas do Governo Regional no que concerne ao novo hospital

O JPP requereu, em Janeiro, todas as facturas de 2015, 2016 e 2017 relativas a projectos e estudos para o novo Hospital Central da Madeira; todos os comprovativos de pagamentos de 2015, 2016 e 2017 relativos a projectos e estudos para o novo Hospital Central da Madeira; a relação de todas as expropriações efectuadas em 2015, 2016 e 2017; e a relação de todas as expropriações pagas em 2015, 2016 e 2017. Estes pedidos, esclarece o partido, enquadram-se nas competências dos deputados em escrutinar a acção do Governo Regional.

A resposta chegou a 26 de Fevereiro. A Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas enviou 56 documentos, entre facturas, recibos e comprovativos de transferências bancárias, com despesas desde 2007 até 2017, que totalizavam 4,5 milhões.

“Ora, segundo afirmações do vice-presidente Pedro Calado, na Assembleia Legislativa da Madeira, em Novembro de 2017, o Governo Regional investiu 8,2 milhões no projecto do Novo Hospital. Segundo os documentos que recebemos, estão aqui a faltar 3,6 milhões não executados”, salientou o deputado Élvio Sousa, revelando mais pormenores sobre as contas do Executivo, relativamente ao novo hospital:

“Em 2015, em pleno funcionamento do Programa de Governo, este não gastou um euro com o novo hospital. Em 2016, executou apenas 305 mil euros em projetos, conforme atesta também o PIDDAR. Em 2017, executou 886,640 mil euros (entre projetos e assistências técnicas). Na vigência deste Governo, o executivo apenas gastou 1,4 milhões com o projeto do novo hospital. O projeto esteve parado entre 2012 e 2015.”

O JPP conclui, por isso, que “o executivo social-democrata gastou apenas 886 mil euros para conceber o novo hospital, no mesmo ano em que optou por gastar 39 milhões em quatro sociedades de desenvolvimento falidas, que servem apenas para absorver o dinheiro dos cidadãos de forma irresponsável”.

Com efeito, o Juntos pelo Povo pede ao Governo que “esclareça rapidamente este desfasamento de 3,6M,  entre o que é dito que gastou (8,2M), e o que, na realidade, se comprova (4,5M)”.

Élvio Sousa informou ainda que o JPP “vai requerer, novamente, a relação e os gastos com as expropriações”.

Seguindo a missão da administração aberta e da transparência, o JPP vai disponibilizar, toda a documentação, este sábado, através do seu site (http://juntospelopovo.pt).