OCM toca no sábado obras do compositor português Luís Tinoco

A ANSA, entidade que gere a Orquestra Clássica da Madeira, propõe um interessante concerto para o próximo fim-de-semana. No sábado, pelas 18:00, no Teatro Municipal Baltazar Dias, o compositor português contemporâneo Luís Tinoco apresentará o seu Concerto para Violoncelo.

“Com uma linguagem reconhecida, com uma estética musical e robustez formal, Luís Tinoco revela-se hoje um dos compositores mais criativos em Portugal. É com o seu concerto para violoncelo e orquestra, com Filipe Quaresma a solo, a quem foi dedicada a obra, que a Orquestra Clássica da Madeira abre o “Ciclo os Concertos para Violoncelo” desta Temporada”, salienta a OCM. Filipe Quaresma, que se estreia como solista com a orquestra madeirense, é considerado “…um dos mais interessantes músicos portugueses da actualidade” (in jornal Público),  e com uma “…forma precisa e soberbamente articulada de tocar, cheia de paixão e bastante contemplativa…” pela revista da especialidade The Strad Magazine.

Neste concerto participa também o actor Élvio Camacho, que narrará os Contos Fantásticos musicados por Luís Tinoco, com texto de Terry Jones.

A direcção da orquestra estará a cargo do maestro Pedro Neves.

Os bilhetes custam entre 20€ e 5€ e estão disponíveis na bilheteira do Teatro Municipal Baltazar Dias.

O Concerto de Violoncelo de Luís Tinoco [2016-17]  foi uma encomenda da OPART – Teatro Nacional de São Carlos.

Já Contos Fantásticos [2006] foi uma encomenda do Teatro de S. Luíz, elaborada sobre textos de Terry Jones.

Filipe Quaresma concilia uma intensa carreira solista com a actividade de professor na ESMAE, a Orquestra Barroca da Casa da Música (CdM), o Darcos Ensemble, o Remix Ensemble CdM, o Sond’Ar-te Electric Ensemble, e a Orchestre Révolutionnaire et Romantique de Sir John Eliot Gardiner. Estudou na Covilhã, sua cidade natal, Londres e Florença, com Rogério Peixinho, David Strange, Mats Lidström e Natalia Gutman, entre muitos outros.  Obteve vários prémios e bolsas de estudo de prestígio internacional, destacando-se o prestigiado título ARAM. Já se apresentou inúmeras vezes a solo com orquestra, tendo recentemente realizado a estreia do concerto para violoncelo e orquestra de Luís Tinoco. Da sua variada discografia salienta-se o disco “Portuguese Music for Solo Cello” gravado com o apoio da GDA.

Pedro Neves é maestro titular da Orquestra Clássica de Espinho, assumindo o cargo de maestro convidado da Orquestra Gulbenkian. Actualmente é doutorando na Universidade de Évora, sendo o seu objecto de estudo as seis sinfonias de Joly Braga Santos.

Pedro Neves foi maestro titular da Orquestra do Algarve entre 2011 e 2013, e é convidado regularmente para dirigir a Orquestra Sinfónica do Porto Casada Música, a Orquestra Sinfónica Portuguesa,  a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmonia das Beiras e a Joensuu City Orchestra (Finlândia).

No âmbito da música contemporânea, tem colaborado com o Sond’arte Electric Ensemble, com o qual realizou estreias de vários compositores portugueses e estrangeiros, realizando digressões pela Coreia do Sul e Japão, com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, e com o Remix Ensemble Casa da Música.

É fundador da Camerata Alma Mater, que se dedica à interpretação de repertório para orquestra de cordas, e com a qual tem recebido uma elogiosa aceitação por parte do público e da critica especializada.

Pedro Neves iniciou os seus estudos musicais na sua terra natal, estudou violoncelo com Isabel Boiça, Paulo Gaio Lima e Marçal Cervera, respetivamente no Conservatório de Música de Aveiro, Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa e Escuela de Música Juan Pedro Carrero em Barcelona, com o apoio da Fundação Gulbenkian. No que diz respeito à direção de orquestra estudou com Jean Marc Burfin, obtendo o grau de licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra, com Emilio Pomàrico em Milão e com Michael Zilm, do qual foi assistente. O resultado deste seu percurso faz com que a sua personalidade artística seja marcada pela profundidade, coerência e seriedade da interpretação musical.

Em 2013 e 2014 teve compromissos com as mais importantes orquestras portuguesas, dos quais se destacam a realização de um programa dedicado a Luís de Freitas Branco, com a Orquestra Gulbenkian, um programa dedicado a Poulenc com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e um programa dedicado à morte e ressurreição com a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, interpretando obras de Messiaen e Mahler.

Já o actor Élvio Camacho nasceu no Funchal em 1975. Trabalhou, entre outros, com os encenadores Bruno Bravo, Carlos Avilez, Eduardo Luíz, Fernando Augusto, Fernando Heitor, João Perry, Jorge Silva Melo, Luís Assis, Mário Feliciano e São José Lapa, em mais de 60 criações. Encenou, entre outros, no TEF, Schweyk na Segunda Guerra Mundial, Madeira, Mydear, Greve de Sexo, A Nossa Cidade, Credo, Histórias da Deserta Grande, A Ilha dos Escravos, Lianor no País sem Pilhas e coencenou, com Bruno Bravo, A’ Rosas Suicidam-se, com Duarte Rodrigues e Miguel Vieira, Frémitos Virgindade e Sucedâneos e com Paula Erra, Mééééé… Tudo é Como é. No Grupo de Teatro do Estabelecimento Prisional do Funchal – Experimentar Sentir, encenou A Casa de Bernarda Alba e no Teatro Maria Matos, Audição, com Daisy ao vivo no Odre Marítimo. Tem o Curso de Formação de Atores e Encenadores da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Como aluno de mérito desta escola foi actor no Teatro Nacional D. Maria II (1998). Como bolseiro do Centro Nacional de Cultura (Prémio Jovens Criadores 2000), Ministério da Cultura, Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento, Goldfarb Foundation, Fundação Berardo, Secretaria Regional do Turismo e Cultura e da Secretaria Regional de Educação da Região Autónoma da Madeira frequentou diferentes formações de teatro na Roménia, França, Estados Unidos da América e Inglaterra. Foi professor na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (Assistente de 1º Triénio) e no Conservatório, Escola Profissional das Artes da Madeira, Eng.º Luíz Peter Clode. Foi, de 1988 a 2012, membro da Associação TEF  (codirector de 2006 a julho de 2012)  e é sócio fundador da Primeiros Sintomas. Integrou, na TVI, entre outras, o elenco das Telenovelas Flor do Mar, Morangos com Açúcar VII e VIII. Fundou a Teatroteca Fernando Augusto (atualmente alojada no Balcão Cristal). Continua, entre outras actividades, a exercer a sua profissão quer como actor, quer como meta-actor em diversas partes. Com Paula Erra, criou, em 2013, a Teatro Feiticeiro do Norte, onde, desde então, se mantém em cena com os espectáculos mai maiores q’essei serras e as barrigas também têm dentro que têm sido representados por quase todos os concelhos da Madeira. Actualmente, na Feiticeiro do Norte, prepara a estreia de A Arte de Pagar as Suas Dívidas e de satisfazer os seus credores sem gastar um cêntimo.