Virgílio Pereira considera processo em tribunal uma “manobra política de baixo nível”

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Virgílio Pereira nega qualquer envolvimento no processo interposto por uma agricultora de São Vicente.

O candidato do PSD à Câmara da Ponta do Sol considera tratar-se de uma “manobra política de baixo nível” o processo cível interposto por uma agricultora de São Vicente, relativamente ao seu eventual envolvimento, juntamente com um suposto seu sócio, num caso relacionado com a compra de um apartamento que nunca chegou a ser escriturado, situação que do ponto de vista criminal já foi resolvida pelos tribunais com absolvição, num caso, e arquivamento, noutro.

Virgílio Pereira considera ao FN que esta ação “tem o objetivo de prejudicar a minha imagem e não pretendo fazer campanha desta forma. Quero esclarecer que não conheço essas pessoas, não tenho qualquer culpa nesse processo, fui alvo de uma investigação que resultou no arquivamento e esta ação cível visa apenas tirar aproveitamento em período de campanha eleitoral”.

O candidato diz, com firmeza, que “na altura em que houve essa investigação, os tribunais decidiram e estranha-se que as pessoas não tivessem contestado nem tivessem tomado posição, aguardando por esta campanha para virem com este processo cível”.

E lembra que “as pessoas do concelho da Ponta do Sol sabem que eu sou uma pessoa extremamente séria, vivo aqui há muitos anos e nunca tive qualquer problema com ninguém. E é uma pessoa do norte da ilha, que não me conhece nem eu a conheço, com quem apenas me cruzei duas vezes por causa desse processo, que vem agora fazer parte de uma estratégia pouco limpa, pouco séria e pouco honesta, juntamente com “blogs” e outras coisas que por aí andam para prejudicar a minha campanha”.

O caso, relatado hoje noutra peça, remonta a 2010 quando alegadamente um indivíduo apresentando-se como sócio de Virgílio Pereira numa agência imobiliária na Ponta do Sol, terá recebido verbas de uma agricultora para a compra de um apartamento no Funchal, que nunca foi escriturado. A queixosa reclama a devolução das verbas entregues.