PS-Santa Cruz critica situação da Escola Básica da Terça de Cima

A candidatura socialista à autarquia santacruzense efectuou, no passado fim-de-semana, contactos com os encarregados de educação da EB1/PE da Terça de Cima (freguesia de Santa Cruz).

Relembre-se que a EB1/PE da Terça de Cima é um dos estabelecimentos abrangidos pelas denominadas ‘’Fusão de Escolas’’ quando, na verdade, esta dita reorganização do parque escolar passa pelo seu encerramento definitivo, diz o PS-M.

“Dos contactos mantidos com os pais, estes manifestaram forte preocupação pelo facto de, a poucos dias de início do novo ano lectivo, desconhecerem se os seus filhos permaneciam na actual escola da Terça de Cima ou, se eventualmente, terão de se deslocalizar para outro estabelecimento, isto, tendo em conta o facto do próprio Secretário Regional da Educação ter deixado em aberto esta possibilidade”, refere nota.

A candidatura do PS manifesta oposição à gestão destes processos de ‘’reorganização do parque escolar’’ e afirma que, sustentando-se no argumento de ‘’melhorar a qualidade pedagógica’’ o que está por detrás destas decisões da Secretaria Regional de Educação são razões meramente economicistas. Relega para segundo plano o interesse dos principais interessados, as crianças e as suas famílias, acusa.

Este eventual encerramento, dizem os socialistas, “foi sendo efectuado de forma premeditada, pois, ao longo dos últimos anos lectivos foi-se restringindo a matrículas de novos alunos. Não deixa de ser estranho que, num estabelecimento pertencente ao património municipal e que sofreu obras de melhoramento recentes, a Secretaria pretenda agora encerrar definitivamente este edifício”.

No que concerne à oferta pública escolar para o pré-escolar e 1º Ciclo no concelho, entre vários indicadores, Santa Cruz apresenta números distantes dos concelhos vizinhos (Funchal e Machico). De acordo com dados da própria Secretaria Regional da Educação (suplemento publicado no DN-M a 17 de Setembro de 2016), a oferta pública escolar em Santa Cruz apenas dá resposta a pouco mais de 30% das necessidades, quando em Machico e Funchal dá resposta a 61% e 50% respectivamente. No que diz respeito à média do número de alunos por turma Santa Cruz, mais uma vez, aparece no fim da lista, com valores acima do Funchal, Machico e mesmo Câmara de Lobos, apontam.

“Assim, atendendo ao encerramento de vários estabelecimentos no novo ano lectivo, a situação manter-se-á nos próximos anos, em particular nas freguesias de Santa Cruz, Gaula e Camacha, e os indicadores que medem a qualidade de ensino, e ao contrário do que vem referindo o Sr. Secretário Regional da Educação, vão piorar. Que não restem dúvidas, as famílias santacruzenses têm sido e vão continuar a ser prejudicadas com as decisões de gabinete da Secretaria Regional da Educação de encerrar escolas no concelho, uma vez que, até ao momento, são mais as incertezas do que certezas sobre esta matéria”, conclui o PS.