Ambientalistas lamentam que os governantes não tenham aprendido nada com a queda da palmeira no Porto Santo em 2010

FOTOS DE JACKELINE VIEIRA, COLHIDAS NO DIA DA TRAGÉDA, NO PORTO SANTO.

Os ambientalistas consideram que “as autoridades têm aprendido pouco” com os acidentes mortais na sequência da queda de árvores, dando como exemplo paradigmático a queda da palmeira no Porto Santo, um trágico acidente do qual resultaram dois mortos. Um caso que, por si só, “deveria merecer uma estratégia de prevenção mais eficaz e visível por parte dos governantes”.

Tal como o FN já referiu ontem, também em agosto (23) de 2010, o pânico instalou-se durante um comício típico do PSD/M no Porto Santo. Os sucessivos avisos à vereação do então autarca da Ilha Dourada, Roberto Silva, e demais vereação, não foram tidos na devida conta e o pior acabou por acontecer. A palmeira desabou sobre três pessoas, em pleno comício laranja, fazendo duas mortes e um ferido que conseguiu sobreviver aos ferimentos. A justiça condenou, em 2013, o presidente Roberto Silva e vereadores Gina Mendes e José António Vasconcelos pelos crimes de negligência e ofensa à integridade física por negligência, interditando o exercício de cargos públicos. Esta interdição foi depois revogada em sede de recurso.

Os defensores do ambiente não querem ainda assumir posições oficiais porque estão a recolher dados e prometem “uma posição para breve, nos lugares certos, forma fundamentada”.  Muitas vezes, alegam que são rotulados de “fundamentalistas” quando alertam para o estado de perigo ou de abandono da nossa floresta e rejeitam os rótulos de bloquear a ação das autoridades no corte de espécies doentes, “desde que tecnicamente orientada e numa lógica de desenvolvimento sustentável”.


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