Secretaria das Finanças insurge-se contra “ataques ao CINM”

A Secretaria Regional das Finanças e Administração Pública saltou em defesa do Centro Internacional de Negócios da Madeira, face a “algumas notícias” que, nos últimos dias, têm lançado dúvidas sobre o CINM, que “colocam em causa este importante pilar da economia regional e a actuação do Governo Regional da Madeira na defesa do mesmo”.

Na nota da Secretaria dirigida por Rui Gonçalves refere-se que o Centro Internacional de Negócios da Madeira “desempenha um papel central na vida económica e social da Região Autónoma da Madeira, sendo, inegavelmente, um instrumento de promoção e desenvolvimento económico, dinamizador da empregabilidade e de captação de investimento e, consequentemente, gerador de importantes receitas fiscais que são fundamentais para a prestação de serviços públicos, nomeadamente nas áreas sociais”.

Por isso, o Governo Regional considera lamentável “que continuem, de forma ininterrupta e concertada, a ser perpetrados ataques ao CINM e à sua gestão, curiosamente por elementos do mesmo quadrante político – mesmo que alguns se digam defensores do CINM quando o seu modus operandi denuncia uma posição contrária –, numa acção deliberada de destabilização e imposição de infundadas suspeições sobre o CINM”.

Diz a Secretaria das Finanças que, se são lamentáveis os ataques perpetrados de fora da Região, ainda são mais repudiáveis os ataques e insinuações que são feitas por responsáveis políticos da nossa Região, “que não percebem, ou não querem perceber, que com isso estão a prejudicar gravemente não o Governo Regional ou a SDM, mas os Madeirenses e os Porto-santenses”.

O GR promete continuar a defender o CINM sem nunca baixar a guarda; e afirma que, de acordo com essa linha de actuação, em momento algum colocou a possibilidade de em 2019 alterar seja o que for na concessão do CINM, “não só porque não faria sentido mas também porque a solução encontrada foi devidamente ponderada e escolhida por precisamente ser a que melhor convinha aos interesses da Região, como ainda porque todas as circunstâncias determinam precisamente o contrário, ou seja, a confiança na actual Concessionária, que ao longo de mais de 30 anos deu provas da sua capacidade, tecnicidade e capacidade de gestão, tendo inclusivamente contribuído decisivamente para a resistência do CINM aos mais diversos e inusitados ataques motivados por razões políticas e de concorrência, mas jamais fundamentados em rigor e informação séria sobre a Praça Madeirense”.