Rui Barreto diz que Paulo Cafôfo “mentiu” sobre investimento privado para o Lazareto

A candidatura do CDS à Câmara do Funchal emitiu hoje um comunicado do seguinte teor:

“O Funchal não pode abdicar de investimentos e a candidatura do CDS-PP saúda e congratula-se com todos os investidores que escolhem a nossa cidade para o fazer, correndo riscos mas ajudando a criar riqueza e novos postos de trabalho.
Há uma semana, precisamente no dia 25 de Julho, o Senhor Presidente da Câmara do Funchal, Dr. Paulo Cafôfo, confrontado pela RTP Madeira sobre investimentos previstos para a zona do Lazareto, garantiu o seguinte: “Neste momento temos de estar tranquilos, não deu entrada [na CMF] nenhum projecto, portanto, sem isso estamos a falar no vazio, não sabemos sequer que tipo de projecto, nem a volumetria.”
No Telejornal da RTP-Madeira de ontem, segunda-feira, dia 31 de Julho, o mesmo Presidente Senhor Paulo Cafôfo, garantiu: “A confusão que surgiu foi com o pedido de informação prévia – quero esclarecer que um pedido de informação prévia é um estudo prévio para um projecto – não na zona do Toco mas no Largo do Lazareto, um projecto de habitação colectiva que foi aprovado por unanimidade e tem o parecer positivo da secretaria regional do Ambiente sobre uma requalificação na zona do Largo do Lazareto.”
A questão que se coloca é a seguinte: há projecto aprovado por unanimidade ou há um pedido de informação prévia? O pedido de informação prévia, foi na realidade aprovado por unanimidade, mas o projecto de habitação colectiva não, ao contrário do que tenta fazer crer o Senhor Presidente da Câmara.
O Senhor Presidente Paulo Cafôfo tem de vir publicamente explicar esta sua trapalhada, porque os factos provam que o Senhor Dr. Paulo Cafôfo mentiu aos moradores da zona do Lazareto e mentiu a toda a população do Funchal.
Não se sabe por que razão o fez. O Presidente da Câmara do Funchal tem o dever de falar a verdade e ser sério.
Alias, o Senhor Presidente Paulo Cafôfo anda com um registo muito estranho, nos últimos dias. Os munícipes não entendem que há uma semana tenham sido confrontados com a verdade em relação à dívida da Câmara e prazos médios de pagamento publicados no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. O Presidente Paulo Cafôfo diz que pagou metade da dívida, o Anuário garante que pagou apenas um terço; o Senhor Presidente disse em carta enviada aos Funchalenses que no final de 2016 a Câmara “não devia um cêntimo aos fornecedores”, o Anuário diz que o prazo médio de pagamento a fornecedores é de 156 dias, ou seja, cerca de cinco meses.
Hoje volta a proferir declarações contraditórias em relação ao Lazareto. Quero lembrar ao Senhor Presidente da Câmara do Funchal que os Funchalense não apreciam esta forma de fazer política, com opacidade. Lembro-lhe, também, que a Confiança não se pede em cartazes, conquista-se com seriedade e credibilidade. O Senhor Presidente Paulo Cafôfo deve apresentar publicamente um pedido de desculpas aos Funchalenses por no espaço de uma semana ter mentido em duas questões importantes para a cidade.”