Estepilha: Rubina/Cafôfo – duas caras, dois jornais

Rubina Cafõfo
A partir de agora, Rubina e Cafôfo andam em marcação cerrada. As capas dos jornais que o digam.

A Dra. Rubina Leal, não vá o diabo tecê-las e as sondagens estarem a falar verdade, decidiu seguir a estratégia do seu adversário na luta pela autarquia funchalense, plasmando nos dois jornais diários da Região informação sobre a sua candidatura, não igual claro, mas dividindo “o bem pelas aldeias”, não as aldeias da roupa branca, como no filme, mas jornais que suaram até à exaustão para irem à procura destas notícias, julga-se mesmo que a candidata deve ter “fugido a sete pés” para evitar esta “fuga informativa”, mas não conseguiu. E nota-se, pela fotografia de um dos jornais, que ficou surpreendida com a oportuna imagem apanhada assim de repente, sem esperar claro.

Estepilha, isto é mesmo assim? É, sim senhor. Assim e pior. Ou assim e melhor, dependendo das perspetivas. Como está fácil de ver há muito tempo. Já vem de governos anteriores, mas agora está mais abrangente, mais interessante, mais insistente, mais global, muito mais suave, a par de um jornalismo de pesquisa, gente de fino trato, respeito a rodos, nada de fretes, isso era coisa de antigamente. E agora, mete autarquia e governo, todos diferentes, todos iguais.

Mas esta foi boa, bem apanhada. Um “furo” dos antigos. E uma “lança em África” para Rubina. Cafôfo que se “ponha a pau”, porque se for a este ritmo, temos exatamente 140 primeiras páginas até às eleições de 1 de outubro (uma 141ª é a do dia de reflexão) e isto promete. Se for para dividir por igual, dá 70 a cada. É coisa para assistir de plateia e o calor a sério ainda nem começou. Parafraseando Quim Barreiros, depois de julho entra agosto, o que na prática apanha o período mais acalorado das eleições e até pensamos que ir de férias é um perigo, e dos grandes. Quem for apanhado desprevenido, leva com uma primeira página sem querer enquanto dá um mergulho valente numa das praias das redondezas. Se não estiver por perto, pode dar mesmo para o torto, por muitos assessores que se tenha. E cuidado que algumas dessas 70 primeiras páginas disponíveis podem apanhar coisa mesmo importante e fica menos para dividir, é preciso ter “olho”, por isso a candidata do PSD já percebeu que só suspendendo as funções pode estar concentrada nos passos que Cafôfo vai dar (os que já deu Rubina Leal não tem como equilibrar, enquanto estava metade para o governo, metade para candidatura), que não têm nada a ver com os Passos que o PSD vai dar este fim de semana quando receber o líder na Festa social democrata ao som de Fáfá.

Temos que concordar que a luta é renhida e, por isso, chegou o momento de acelerar o passo e é sempre melhor fazer bem uma coisa do que fazer tudo assim, assim. E além disso, não queremos estragar o negócio a quem quer que seja. A comunicação social e os políticos que se governem como podem para sobreviver, fazem pela sua vidinha e a malta entende. Estepilha, mas não deitem “areia para os olhos” porque aquilo que está renovado é o travessão atrás do outro e os muros das ribeiras. E renovado é como quem diz…Mas há povo que está vendo esta “açorda”, todo talvez não, mas algum sim, um algum cada vez maior. Um dia pode ser muito. Um dia…