Liliana Rodrigues foi à UMa por causa dos alunos da Venezuela

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A eurodeputada madeirense, Liliana Rodrigues reuniu-se ontem com José Carmo, Reitor da Universidade da Madeira (UMa), na sequência do convite feito pela eurodeputada a 20 jovens venezuelanos, que se encontram a frequentar aquela instituição, para visitar o Parlamento Europeu.

Na reunião estiveram ainda presentes o vice-reitor da UMa e o responsável pelos Serviços de Ação Social.

Liliana Rodrigues, que se fez acompanhar por Henrique Vieira, rosto do movimento civil “Luso-venezolanos Por la Verdade”, destacou o “bom trabalho que a Universidade da Madeira tem feito até agora”, mas afirmou que é necessário fazer mais: “É preciso estabelecer sessões de esclarecimento aos imigrantes que chegam da Venezuela para que possam ver as suas dúvidas sobre a Universidade, sobre o processo de acesso, reconhecimento e creditação de formação, esclarecidas”.

Durante a reunião discutiu-se como está a ser feita a condução do processo de certificação dos cursos e dos diplomas das pessoas que regressam da Venezuela; os entraves da legislação nacional nos processos de acesso ao ensino superior e também no reconhecimento dos cursos e a existência de contrainformação, no que diz respeito aos procedimentos de creditação da formação. “Só quem nunca esteve dentro de um processo desta natureza é que pode pensar que é um procedimento simples. Eu própria já trabalhei nestes processos enquanto directora de curso e sei que levam o seu tempo. Não é nada simples tratar deste tipo de situações, que têm regras nacionais e europeias que nenhuma universidade pode ignorar”, disse a eurodeputada madeirense Liliana Rodrigues.

Desde 2014, a UMa conta com 85 alunos venezuelanos a frequentar o ensino superior. No início de Julho, a estimativas das autoridades madeirenses eram de que cerca de quatro mil emigrantes na Venezuela já regressaram a Portugal.