
O presidente da Venezuela convocou uma Assembleia Nacional Constituinte para mudar o texto da Constituição. A oposição ao regime criticou a decisão e é sobre essa mesma decisão que os venezuelanos vão pronunciar-se, hoje. Os opositores esperam que esta consulta resulte numa rejeição, não só à intenção de Maduro, mas ao próprio regime.
Três locais de voto na Madeira
Na Madeira, todos os venezuelanos que se encontrem legalmente em condições de voto, poderão fazê-lo das 10 às 19 horas, no Funchal, no Jardim Municipal, em Santa Cruz, no Village Hotel, e na Ribeira Brava, no restaurante el Desafio Tropi Burger.
Uma nota do movimento Venexos, que tem representado, na Região, uma voz de protesto face aos acontecimentos que nos últimos meses têm levado o caos à Venezuela e afetado os milhares de madeirenses e lusodescendentes, transmite aqueles que são os propósitos gerais da consulta de hoje, referindo que esta “é um grande movimento que se propõe enviar uma mensagem ao Governo Nacional e aos outros poderes secundários do Estado, assim como ao mundo, de refeição popular à convocatória da Constituinte”.
Oposição acusa Maduro
Acrescenta a mesma nota que Maduro, com a Constituinte, pretende “perpetuar-se no poder, através da redação de uma nova Constituição, apesar de já não ter o apoio da maioria dos venezuelanos, além de subjugar o atual poder legislativo da Assembleia Nacional e a Procuradoria Geral da República, o primeiro sob o controlo da oposição e o segundo chavismo dissidente”.
Nesta “Consulta Soberana” podem participar, segundo informam os organizadores, venezuelanos e estrangeiros naturalizados, maiores de 18 anos, incluindo os que completam hoje esses mesmos 18 anos. O único requisito para exercer o voto é apresentar, aos membros de Mesa a cédula de indentidade venezuelana ou o passaporte.
Mais de dois mil centros de voto estão espalhados pela Venezuela, ao que acrescem os 500 no estrangeiro. São três as perguntas: uma sobre a Constituição, uma sobre as Forças Armadas e outra sobre eleições livres e criação de um governo de união nacional.
Maduro concorda e apela à participação
Nicolás Maduro, o presidente da Venezuela, alvo de enorme contestação, disse, há algumas semanas, concordar com este referendo da oposição e inclusive apelou a uma participação pacífica da população, não obstante a onda de crise que o país atravessa, que já provocou uma centena de mortos e destruição de vários estabelecimentos comerciais, alguns deles pertencentes a emigrantes madeirenses.
Entretanto, o Conselho Eleitoral do País já veio dizer que os resultados do referendo não terão força legal, alegando que só as entidades eleitorais podem realizar estas consultas. A oposição contrapõe com um artigo da Constituição, que garante esta posssibilidade.
Quatro mil regressaram à Madeira
A crise na Venezuela já vem acontecendo há alguns meses, com destruição nas ruas, protestos praticamente todos os dias, que provocaram mortos e feridos, além de prejuízos elevados para proprietários de estabelecimentos comerciais. Para a Madeira, a situação é preocupante, uma vez que se encontra naquele país uma vasta comunidade. Um número que se aproxima aos 4 mil já chegaram à Madeira numa fuga que pode não ficar por aqui.
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