JSDs da Madeira e dos Açores reflectem sobre potencialidades e carências das duas regiões

A JSD Madeira e a JSD Açores emitiram um comunicado dando conta do resultado das suas reuniões mantidas entre os dias 9 e 11 do corrente mês, em Ponta Delgada, Açores. No texto, assinado pelos dirigentes de ambas as estruturas de juventude partidária, André Alves e Flávio Soares, refere-se que, apesar das regiões autónomas dos Açores e Madeira apresentarem idiossincrasias próprias, possuem objectivos comuns e partilhados, como a melhoria das condições sociais, económicas e financeiras das populações. “Neste sentido, é de salutar o intercâmbio de experiências e propostas regionais entre ambas as estruturas de juventude partidária”, reflectem.

Ambas dizem-se orgulhosas de liderarem “o processo de interligação das duas regiões autónomas”, e consideram que ambas as regiões detêm mais valias singulares potenciadoras de um turismo sustentável e com efeito multiplicador na actividade económica.

“Os Açores necessitam de percorrer o seu caminho de identificação turística como a Madeira percorreu o seu. Embora, percorrendo caminhos diferentes, o princípio subjacente à organização, promoção e valorização dos destinos turísticos insulares será igual.

Os Açores e a Madeira devem apostar nos sectores de actividade económica primordiais no desenvolvimento harmonioso das duas regiões. Tendo os Açores uma identidade económica primária e a Madeira no sector terciário, poderiam conseguir complementar-se com o fomento das ligações de passageiros e mercadorias inter-regional”, refere a JSD.

Na Madeira, sustenta a JSD-M, as estatísticas regionais de emprego “provam a diminuição sustentada do desemprego jovem, preocupação central de ambas as estruturas. Nos Açores, mesmo com a falta de estatísticas, os dados apresentados sobre a diminuição registada baseiam-se em soluções de curto prazo, insustentáveis a um desenvolvimento profícuo”.

“As estratégias regionais de saúde deverão centrar-se na promoção da saúde, prevenção da doença e na equidade de acesso aos serviços regionais de saúde potenciadoras do aproveitamento social e económico dos recursos existentes em ambas as regiões. Verifica-se, nos Açores e na Madeira, uma ausência de meios humanos e materiais para corresponder às necessidades demonstradas pelo povo açoriano e madeirense”, criticam ambos.

Por outro lado, reflectem, “o sector primário tem uma forte presença nas duas regiões. Não obstante, os modelos seguidos foram diferentes. Na Madeira, a aposta centrou-se na criação de sinergias entre o sector público e sector privado, tendo em vista a produção e escoamento dos produtos regionais, como a banana e a uva na agricultura e o peixe-espada preto e a gata na pesca, assegurando a sustentabilidade, não só do sector, enquanto actividade económica, como também do meio ambiente. Nos Açores, verifica-se uma realidade diferente. Apesar de o sector primário ser o principal suporte da Economia da Região, de momento atravessa dificuldades de escoamento, devido à visão estratégica deficitária, que se quer consertada entre os diferentes intervenientes no ciclo de produção para a promoção dos produtos, como o leite, a carne, o atum (indústria de conserva) e o gorás”.

Por outro mlado, “as eleições autárquicas constituem um grande desafio para a afirmação dos ideais social-democratas nas Regiões Autónomas. Na Madeira, depois de em 2013 o PSD ter perdido 7 das 11 Câmaras Municipais, o objectivo passa por manter as autarquias onde o PSD é poder, e reconquistar os municípios perdidos, alcançando dessa forma a liderança da Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira. Nos Açores, existe um esforço conjunto para alargar o número de autarquias social-democratas, sendo que actualmente 4 das 19 Câmaras são lideradas pelo PSD. A formação política é um ponto em comum das duas estruturas, que têm dinamizado diversas iniciativas sobre o Poder Local, atribuindo assim competências para aos militantes que eventualmente assumam cargos públicos, para que se encontrem mais capacitados para atuar em benefício das populações”.