Crónica Urbana: “Dança das cadeiras” nas forças armadas; comandante do porto passa lugar a capitão-de-mar-e-guerra Silva Ribeiro, que chega esta noite à RAM

Silva Pereira não se demorou por cá…

Rui Marote

Ultimamente, o que nos causa uma estranheza e que passa despercebido à maioria do povo, é que os oficiais generais não aquecem a cadeira dos cargos para que são nomeados ao serviço do Estado Português na Região Autónoma da Madeira, quer na Marinha quer no Exército.
Em Janeiro deste ano, o capitão-de-mar-e-guerra Nuno Sousa Pereira tomou posse, substituindo Félix Marques, a comandar o Porto do Funchal e as forças navais na RAM. Cerimónia de posse que fez deslocar à Madeira as patentes máximas da Marinha Portuguesa.
Ontem fomos surpreendidos com a sua exoneração no cargo, cinco meses depois de tomar posse, estando já nomeado  um novo sucessor, de patente de capitão-de-mar-e-guerra, mas com o curso de oficial general, o que nos leva a concluir que a Marinha na Madeira pela primeira vez terá um Comodoro no cargo. Paulo Silva Ribeiro chega esta noite à Madeira e apresenta-se já amanhã ao serviço, recebendo de Sousa Pereira o comando. A tomada de posse oficial não tem ainda data prevista, mas não deve tardar (rei morto rei posto). Por outro lado, assistimos ainda esta semana à posse do general Cardoso Perestrelo como comandante operacional da Madeira, militar com um um currículo invejável ao serviço de forças especiais, pela primeira vez neste cargo.
Veio substituir o general Rui Clero, que permaneceu um ano e dois meses na Madeira.
Mais uma vez deslocaram-se a RAM para a cerimónia de posse o General CEMGFA Pina Monteiro e outras entidades, o general chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, e o almirante Silva Ribeiro, chefe do Estado Maior da Armada.
Com esta “dança de cadeiras” teremos muito em breve estas altas patentes de novo na Região numa autêntica ponte aérea. Sejam, pois, bem-vindos…
O mesmo se passou no RG3 com o coronel Pereira Nunes.
A isto chama-se não aquecer o lugar. Será que estes postos de chefia chegam sequer a tomar conhecimento de todas as funções na área do seu comando?
Recordo que quando Portugal tinha as Províncias Ultramarinas, as comissões de serviço eram de dois anos. Muitas delas ultrapassavam o tempo, aguardando um substituto.
Nessa época não abundavam generais e almirantes e altos cargos  em quantidades monumentais, numa altura que estávamos em guerra. Hoje, temos para dar e vender.