Caldeirão do Inferno é o geossítio do mês de junho

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A Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais, dando continuidade aos objetivos definidos na Estratégia Regional para a Conservação do Património Geológico, elegeu para junho o Caldeirão do Inferno, em Santana, como o geossítio do mês.

Na ilha da Madeira ocorre uma forte ação erosiva das águas fluviais, consequência de um forte relevo e regime de precipitação, associada à natureza e estrutura das rochas, originando vales extremamente entalhados e profundos.

O Caldeirão do Inferno é o melhor exemplo de uma garganta fluvial muito estreita, de vertentes quase verticais, que resultaram de um processo de encaixe fluvial extremo. Neste caso, a forte incisão fluvial ocorreu ao longo de um sistema de filões cujos bordos com o encaixante e intensa fraturação interna constituíram uma zona de fraqueza estrutural que foi aproveitada pela ação erosiva da água.

As ribeiras de carácter permanente são alimentadas a partir de escoamento subterrâneo, proveniente de aquíferos suspensos que drenam através de inúmeras nascentes, particularmente caudalosas na vertente norte da ilha. Esta abundância de água esteve na origem da construção do sistema de levadas da Madeira.

A água captada no Caldeirão do Inferno é transportada pela levada da Serra do Faial até à câmara de carga da central hidroelétrica da Fajã da Nogueira. Depois de turbinada, contribui para o sistema adutor dos Tornos que vai abastecer a cidade do Funchal.

Mais informações poderão ser consultadas no site da Geodiversidade da Madeira, através do seguinte endereço:

http://geodiversidade.madeira.gov.pt/pt/geossitios