Nós, Cidadãos! quer nova política de transporte de passageiros para a Região

O partido ‘Nós, Cidadãos” veio referir que é necessária uma nova política de transportes públicos de passageiros para a RAM. Na sequência de tal opinião, veio questionar o secretário regional da Economia Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, sobre “a actual situação de completa estagnação profissional dos trabalhadores e a inexistência de necessários investimentos ao nível do sector de transporte público rodoviário de passageiros”.
Para o partido, é um facto perfeitamente evidente para todos os utentes do transporte rodoviário de passageiros na RAM (e até mesmo daqueles que trabalham no sector), um serviço prestado por empresas de capital público e capital privado de interesse económico bastante relevante para a região, que é urgente a prestação de serviços mais atractivos, mais inovadores, com melhor qualidade e com custos mais baixos.

“Se observarmos as recentes notícias que chegam da capital do país, onde a autarquia alfacinha – que recentemente adquiriu a tutela da empresa Carris – vai investir nos próximos três anos vários milhões de euros (cerca de 80 milhões), dos quais grande parte se destina à renovação da frota, à compra de equipamentos de apoio, à manutenção de infraestruturas existentes e, igualmente importante, à contratação de novos motoristas, verificamos, em contrapartida, que na nossa região nada de inaudito é anunciado, ou seja, não há ideias para uma nova orientação política nesta área”, critica esta força política.
Mais: em diálogo com organizações representativas do sector, o Nós, Cidadãos! – Madeira
e Porto Santo diz ter rapidamente confirmado um diagnóstico nesta área e que passa por alguns dos seguintes problemas:
– um acordo colectivo de trabalho entre as empresas de transportes regionais e as associações sindicais dos trabalhadores que carece de uma renegociação e actualização
inadiável;
– a ausência de uma qualquer intervenção por parte do Governo Regional, no sentido de promover o processo negocial entre as empresas da indústria de transportes e as associações sindicais do sector;
– os elevados níveis de stress dos trabalhadores graças à pressão das chefias laborais e
aos “insultos” a que estão sujeitos todos os dias no exercício da sua atividade profissional;
– os baixos salários praticados nas empresas e que conduzem muitas vezes à necessidade
de um trabalho suplementar (horas extra e até por vezes a supressão do período de
descanso semanal) por parte dos trabalhadores e, em contrapartida, a limitada conciliação
entre a vida profissional e familiar;
– a necessidade de contratação (com carácter premente) de novos motoristas para suprir o
défice no quadro de pessoal de algumas empresas;
– a premência de aquisição de novas viaturas pois a “idade média” de algumas frotas das
empresas de transporte de passageiros que operam na RAM é deveras avançada, o que
poderá levar as empresas a operar sem garantias maior segurança e qualidade/conforto no
transporte dos passageiros/utentes;
– e também a aplicação na região do Decreto de Lei n.º 40/2016, que aumentou dos 65 para
os 67 anos a idade máxima para a condução da categoria D ‐ Transporte Pesado de
Passageiros, decreto que não atende às especificidades (e desgaste) da carreira de
motorista de transporte público rodoviário de passageiros e orográficas da RAM. Em suma, para o Nós, Cidadãos! – Madeira e Porto Santo é chegada a hora do actual
governo regional, liderado por Miguel Albuquerque, proceder à elaboração de um plano
estratégico de mobilidade e do transporte público rodoviário de passageiros para a RAM, um
plano que permita implementar/desenhar medidas ou politicas que visem uma melhoria face à actual situação (…)”.