PS acusa executivo do JPP em Santa Cruz de ter feito “zero” em muitas promessas

Os deputados municipais do PS na Assembleia Municipal de Santa Cruz resolveram votar contra o Relatório de Prestação de Contas referete a 2016. Os socialistas salientam que os ditos relatórios constituem o balanço entre o compromisso assumido no Orçamento e o que foi efectivamente realizado no final do ano. Ora, dizem, a prestação de contas de 2016 de Santa Cruz não deixa dúvidas. “O JPP não cumpriu uma parte significativa do que prometeu realizar em 2016. Quem se compromete e não cumpre, não pode, naturalmente, honrar a palavra dada”, criticam.

O PS refere que “este executivo, sabendo que não iria alcançar a receita prevista, desorçamentou as previsões iniciais, deixando por onze longos meses o orçamento empolado (ex. previa receber perto de 6 milhões da EEM por via da taxação da ocupação do domínio publico). O resultado foi zero. Esta situação, ilegal, levou, à última da hora, através de um ‘’malabarismo financeiro oportunista’’ procurar esconder a incompetência e inércia do JPP. Altera-se ‘aqui e acolá’ para, contabilisticamente, aumentar a taxa de execução de modo a dizer que ‘cumprimos’. Mas não é verdade”, acusa o partido.

O investimento em 2016 face à receita total ficou muito longe do expectável, abaixo dos 7% da receita, sublinha o PS. “Muito aquém para um município com as características e carências conhecidas, mas, demonstrativo da incapacidade e falta de visão de um executivo que só age a pensar em fazer notícias nos jornais. A título de exemplo, em 2016, o JPP não investiu 1 cêntimo na beneficiação e melhoramento das escolas; 1 cêntimo na cultura, lazer, recreio e desporto; 1 cêntimo na aquisição de contentores para resíduos sólidos urbanos”, acusam.

Por outro lado, entre as promessas não cumpridas do JPP, o PS aponta o melhoramento no Caminho Municipal da Calçada de São Gil (Miradouro) à Pedra Mole-Santa Cruz; a melhoria da rede de água potável na Estrada do aeroporto, entre sítio dos Barreiros e Tendeira, Caniço; a promessa, “com pompa e circunstância, com direito a capa de jornal”, de mplementar um Sistema de Telegestão da rede potável para reduzir o desperdício enorme de água no concelho (80%).

Por outro lado, “o apoio social às famílias carenciadas (Fundo de Emergência Social) que o JPP tanto apregoa e foi a grande bandeira eleitoral em 2013, nos últimos 3 anos gastaram pouco mais de 54.000 euros, sendo que, 97% deste valor, sublinhamos 97%, só foi executado no segundo semestre de 2016. Ou seja, só no penúltimo ano de mandato é que se deram conta que existiam, afinal, famílias carenciadas no concelho e precisavam de ajuda. E só avançaram após a denúncia pública do PS em Abril de 2016 deste situação. Não é caso isolado, pois o JPP anda a reboque do PS”, garante o partido.

“Se não, vejamos alguns exemplos: Repavimentação da Estrada Maria Ascensão (Camacha) só avançou após a denúncia do PS e indignação popular; obras na Escola da Vargem do Caniço só aconteceram porque foi o PS a denunciar o avançado estado de abandono e degradação desta Escola. E quase tudo fica por fazer; rede de abastecimento na Eira da Cruz (Camacha) só avançou porque foi o PS a denunciar. Até a folga financeira dos 540.000 euros que este executivo irá dispor em 2017, ano eleitoral diga-se, foi uma medida do Partido Socialista de âmbito nacional”, concluem os socialistas.

“Estamos em final de mandato, mas o balanço desta vereação é de um executivo eleitoralista, preocupado em fazer oposição à oposição e que ultrapassou em vários momentos as regras da vivência democrática. Esteve sempre mais preocupado em empurrar os problemas com a barriga do que em resolvê-los. Este documento confirma o que o Partido Socialista foi alertando. A vereação liderada pelo Sr. Filipe Sousa assume um papel de cigarra e não de formiga. Muito fala e pouco faz, infelizmente, para prejuízo da população de Santa Cruz”, conclui o comunicado que constitui um autêntico libelo acusatório.