
A Assembleia Municipal do Porto Santo voltou, hoje, a ser palco de momentos de grande tensão, na linha do que vem ocorrendo entre aquele orgão e o presidente da Câmara, Menezes de Oliveira, que ali não tem maioria e que se debate, por isso, com alguns problemas para fazer passar propostas que o próprio considera “estruturantes”.
Com propostas para discussão, como o Orçamento para 2017 – chumbado uma vez em novembro – o Plano Plurianual de Atividades e a Conta de Gerência de 2016, a reunião acabou por passar ao lado desses documentos e privilegiou a discussão à volta de acusações, proferidas pelo social democrata Roberto Silva, a Menezes de Oliveira, respetivamente antigo e atual presidentes da Câmara Municipal. A presidente da Assembleia, Luísa Mendonça, ainda interrompeu os trabalhos e ameaçou chamar a polícia para acalmar os ânimos, que estavam visivelmente exaltados. Isso não aconteceu, mas os trabalhos acabaram por ficar manchados por mais estes episódios menos dignificantes para a estrutura do Poder Local.
O presidente da Câmara pede a intervenção do Ministério Público para avaliar a forma como aquele orgão tem vindo a funcionar, acusando Luís Mendonça de gerir os trabalhos em “concluio” com o ex-presidente da autarquia Roberto Silva, no sentido de “desestabilizar os trabalhos” e “inviabilizar as propostas que visam a melhoria das condições de vida dos porto-santenses”. Fala nos “inúmeros” processos que a presidente da AM tem intentado contra a Câmara e o Presidente da Câmara para justificar avaliação por parte do MP.
Menezes de Oliveira acusa Roberto Silva de “insulto e difamação”, através de questões do “foro pessoal”, pelo que reconheceu ter reagido às acusações porque “quem não se sente, não é filho de boa gente”. Apelou à intervenção de Luísa Mendonça “para por cobro a esta pouca vergonha”, mas diz que a presidente da Assembleia “não está a atuar em conformidade com a dignificação que se pretende para um orgão importante do Poder Local”
Menezes de Oliveira aponta ainda outra situação anómala verificada com a Assembleia Municipal, sublinhando “não ser possível conhecer o teor das reuniões de líderes parlamentares daquele orgão, apesar de solicitação para tal. Veja ao que isto chegou”.
Face às declarações de Menezes de Oliveira, o Funchal Notícias contactou o social democrata Roberto Silva, que recusou fazer quaisquer comentários sobre o assunto.
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