Assembleia Municipal aprovou voto de protesto do CDS por “desrespeito” na visita de António Costa

O deputado municipal Gonçalo Pimenta, liderando a representação do CDS na Assembleia Municipal do Funchal, conseguiu fazer aprovar naquele órgão deliberativo um voto de protesto que tinha requerido. Tratou-se de uma clara censura ao Executivo de Paulo Cafôfo, pelos “atropelos aos órgãos de governo próprio que se verificaram durante a visita do primeiro-ministro António Costa realizou à Madeira, nos dias 28 e 29 de Março”. O protesto registou  20 votos a favor, nomeadamente 15 do PSD, mais 3 do CDS, mais 2 independentes. A CDU, com os seus três deputados, votou contra, bem como 14 representantes da Mudança. Houve duas abstenções.

Segundo o voto de protesto, “na opinião pública madeirense, ficou a ideia de que a visita do primeiro-ministro foi apenas para cumprir uma agenda política da Câmara do Funchal, com contornos que configuram a ausência do respeito institucional que é devido pelos altos dignitários dos principais cargos de poder às populações que elegem democraticamente os seus legítimos representantes”.

Considerou o CDS que a ausência dos actos públicos dos eleitos pelos partidos com representação na Assembleia Legislativa da Madeira e das figuras mais representativas dos órgãos de governo próprio, representam uma situação sem precedentes e um prenúncio da qualidade da democracia que é praticada por alguns representantes do poder autárquico e central.

O voto de protesto considerou que “não faltam evidências de que o comportamento, quer da Câmara Municipal do Funchal, quer do Gabinete do primeiro-ministro, são reveladores de que há uma agenda política que vai muito para além das próximas eleições autárquicas e se projecta na preparação de um candidato socialista à Presidência do Governo Regional em 2019 imposto por Lisboa aos madeirenses”.

“O desrespeito por 40 anos de autonomia, por todos os madeirenses e pelos que foram eleitos não podem passar assim impunes, porque apenas aos funchalenses, de um modo particular, e a todos os madeirenses, de uma forma geral, cumpre-lhes o direito de escolha dos seus legítimos representantes ou candidatos aos órgãos de poder, sejam no plano autárquico, regional ou nacional”, frisaram os centristas.

A Assembleia Municipal do Funchal aprovou, assim, um voto de protesto pela falta de respeito para com os órgãos de governo próprio da Região, consubstanciada na ausência dos actos públicos promovidos pela Câmara Municipal do Funchal, durante a visita de António Costa ao Funchal, no dia 28 de Abril de 2017.

 


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