Sara Madruga da Costa diz que o PCP está a “branquear a tragédia” que se passa na Venezuela

sara madruga da costa
“Ninguém pode ficar indiferente à grosseira violação dos direitos humanos que se vive na Venezuela”, diz a deputada do PSD-M Sara Madruga da Costa.

“O que se passa na Venezuela, onde vive um milhão de portugueses e luso-descendentes, muitos deles originários da Madeira, é uma tragédia. Na Venezuela falta tudo, falta tudo o que de mais básico que se possa imaginar: pão, comida, medicamentos, falta luz, falta água, falta segurança”. Foi assim que Sara Madruga, deputada social democrata madeirense na Assembleia da República, começou a intervenção durante o debate do voto do PCP, de “repúdio pelas ações de ingerência e desestabilização” contra a Venezuela, sublinhando “o direito do povo venezuelano a decidir soberanamente sobre o seu caminho”.

A parlamentar lembra que na Venezuela, “as manifestações terminam com presos, mortos e feridos. Não há liberdade de expressão. Na Venezuela, o delito de opinião é punido com espancamento e prisão. Na Venezuela, há o perigo iminente de armamento de civis e incitamento à violência. Ninguém pode ficar indiferente à grosseira violação dos direitos humanos que se vive na Venezuela”, para acusar o PCP de “branquear o que se passa naquele país.

Sara Madruga da Costa considerou que “hoje é dia de apelar à paz, à contenção, ao respeito pelos direitos humanos e a uma solução pacífica e democrática para a Venezuela. É preciso defender a separação de poderes, o respeito institucional e sobretudo o povo da Venezuela”. Mas também considera ser “chocante que o PCP tenha a coragem de apresentar um voto a defender um regime político ditatorial, em vez de defender o povo Venezuelano e os portugueses que lá vivem”.

A deputada diz mesmo que falar de ingerência externa “é ser cúmplice do regime anti-democrático da Venezuela”. E diz que, para o PSD, a escolha é simples: O PSD está do lado do povo Venezuelano, o PCP escolhe defender um regime ditatorial; O PSD escolhe defender a democracia, o PCP está do lado dos princípios marxistas leninistas. A quatro dias do 25 de Abril, é triste, é mesmo muito triste, ver o PCP defender valores opostos aos valores de Abril”.