Peça que conquista “Prémio Carlos Varela” vai à cena no Teatro Municipal com entrada livre

O Teatro Municipal Baltazar Dias leva esta sexta feira à cena, pelas 21h00, a peça que obteve o “Prémio Carlos Varela” no XXV Festival Regional de Teatro Escolar – Carlos Varela, realizado na Escola Secundária Jaime Moniz, entre os dias 03 e 10 de março.

A peça intitulada “Memória: um filme mudo”, representada pelo grupo “O Moniz – Carlos Varela” conta com a colaboração do grupo DancEn?gma com duas das coreografias apresentadas.

O espetáculo do grupo de teatro da Escola Jaime Moniz desta sexta só é possível graças a um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal do Funchal, o Teatro Municipal Baltazar Dias (a entidade promotora) e a citada instituição escolar, no decorrer de novembro de 2016. Um protocolo que possibilitou que o espetáculo vencedor do “Prémio Carlos Varela” tivesse entrada direta no Teatro Municipal, com atuação marcada para dia 24 de março, às 21h00, com entrada livre.

 Segundo as coordenadoras do grupo de teatro, Carla Martins e Micaela Martins, a peça “Memória: um filme mudo” (a partir de textos Valério Romão, Mia Couto, Fernando Pessoa, Rosa Oliveira, Samuel Beckett e Franz Kafka) “pretende retratar, na comemoração do Ano Internacional do Turismo Sustentável, sensações visuais e auditivas associadas ao contacto com novas culturas e línguas, assim como abordar os diferentes conceitos de viagem. Afinal, na vida somos turistas ou viajantes? Viajamos para passear e observar. Ter novas experiências. Mergulhar na cultura local. Descolocamo-nos de cidade para cidade, de página para página, de língua para língua, nesse trânsito indomável onde encontramos o passado, o presente e novas partes de nós que não conhecíamos. E somos outros.»

Por isso, “é através da memória, «o nosso filme mudo interior», que viajamos e existimos: mapeamos as nossas experiências através de imagens, aromas, sensações. A lente com que focamos a vida dos outros; as tentativas de, no trapézio, equilibrarmos o tempo e o ser; os “dias felizes” onde nos descaracterizámos ou nos encontrámos… são as viagens que escolhemos fazer, a moldura de uma vida.  A vida é, efetivamente, o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos.»