Quadro de pintora/advogada madeirense sobre Timor entregue hoje a D. Ximenes Belo

D. Ximenes Belo e João Luís Gonçalves. Fotos DR.

D. Ximenes Belo visita hoje, sexta-feira, dia 10 março, pelas 11 horas, a Editora ‘O Liberal, onde lhe será entregue um quadro sobre Timor-Leste pintado pela advogada Reina Pinto por altura da apresentação do livro “Registos Históricos”, de Ana Maria Andrade.

De igual modo, foi esta editora que em 2009 editou a 2.ª Edição do livro ‘Gentio de Timor’. Irão oferecer também exemplares deste livro a D. Ximenes Belo.

Este livro diz muito pessoalmente a D. Ximenes Belo porque foi  publicado, pela primeira vez, em 1935 por Armando Pinto Correia, capitão natural do Estreito de Câmara de Lobos, que foi administrador de Baucau, terra natal de D. Ximenes Belo.

Por coincidência, Armando Pinto Correia, em 1934, fez uma dedicatória de agradecimento no livro a alguns chefes tradicionais de Baucau, entre os quais dois vieram a ser avós de D. Ximenes Belo, que na altura ainda nem sequer tinha nascido (livro é de 1934 e D. Ximenes Belo nasceu em 1948).

Trata-se de um livro que descreve com pormenor os costumes e tradições de Timor naquela data, 1934.

Houve uma revista francesa que escreveu em 1936 que esse livro é um dos melhores do Mundo, como monografia de um povo. A citação está na capa do livro.

Recorde-sse que foi D. Ximenes que pediu ao madeirense João Luís Gonçalves para ajudar a publicar este livro, dada a sua importância em termos históricos.

João Luís Gonçalves, pocuradora da República, desempenhou missões em Timor e escreveu o livro ‘Gente de Timor-Leste’, com prefácio de D. Ximenes Belo.

João Luís Gonçalves já conhece D. Ximenes Belo desde 2002, em Timor-Leste, onde foi por quatro vezes, a última em 2014, assessor do Ministro da Justiça de Timor-Leste.

Na altura, 2002/2003 trabalhou no Departamento de Crimes Graves das Nações Unidas que investigou os massacres de 1999. Entre esses massacres, fez parte da equipa que investigou os ataques das milícias à casa do Bispo e à Casa da Diocese em 1999.