É Carnaval, ninguém leva a mal: a troupe ‘Renovação’ é a verdadeira sensação…

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É Carnaval, ninguém leva a mal: o Funchal Notícias assistiu ontem à festa multicolorida que tanto agrada aos nossos turistas, e que faz com que os governantes madeirenses rejubilem com os resultados do sector turístico-hoteleiro, que, não se cansam de apregoar, tem sido ultimamente do melhor que olhos humanos já viram nesta em torno da qual giram as esferas celestes. Mas o FN sugere, humildemente, que o corso carnavalesco ficaria enriquecido com a participação de mais uma e animada troupe, a “Renovação”. Aqui fica, para outros e próximos carnavais, a sugestão do nosso cartoonista Helder: Miguel Albuquerque e Rubina Leal podiam abrir o cortejo como porta-estandartes, embora com o omnipresente Rui Abreu os guiasse com o seu dominante abraço de amigo; quanto ao secretário da tutela, Eduardo Jesus, nada como apresentar-se com roupagens a condizer, nomeadamente tanga (como o povo anda) mas adornado com plumas douradas, para dar um ar de requinte; Rui Gonçalves acompanha, num dupla de dançarinos em destaque. Sérgio Marques, esse, vai a conduzir o carro alegórico que tantas promessas de andamento faz mas que acaba de avariar (como o processo de revitalização do JM) e Pedro Ramos apresenta-se no “rabo da lancha”, já que foi o último a chegar à troupe. Entretanto, Susana Prada sorri, charmosa, mas não consegue encantar todos, já que umas vezes samba para a frente, outras samba para trás. Humberto Vasconcelos e Jorge Carvalho completam o ramalhete destes alegres foliões; um com os seus planos estratégicos para as coreografias carnavalescas e outro que também poderia ser porta-bandeira, já que adora fazer erguer bandeiras, bandeirinhas e bandeirolas nas Eco-Escolas, algumas das quais separam muito bem o lixo, quase tão bem como separam ricos e pobres, ‘queques’ e ralé, nas turmas de elite.

Enfim,  o carro alegórico é em si mesmo uma alegoria ao avião cargueiro, à tão propalada mobilidade e às promessas nas quais este Governo é fértil, promessas essas nas quais a ambição humana, como Ícaro, parece tudo poder concretizar, até que o sol derrete as asas de cera e o ambicioso se precipita no abismo.


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