PCP pergunta: “Se fazes falta todos os dias, porque razão o teu contrato é precário?”

pcpO PCP-Madeira pomoveu hoje uma iniciativa política junto ao Mercado dos Lavradores, no Funchal.

Na iniciativa foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo dirigente regional do PCP, Ricardo Lume:
A precariedade laboral é hoje um dos traços mais marcantes da situação social do País e da Região.
Não há sector de actividade económica onde este fenómeno não se faça sentir, afectando uma parte muito significativa dos trabalhadores, expressando-se de múltiplas formas, mas sempre tendo como matriz comum a insegurança de vínculos laborais, a exploração, os baixos salários e a limitação de direitos fundamentais.

A precariedade do emprego é a precariedade da família, é a precariedade da vida, mas é igualmente a precariedade da formação, das qualificações e da experiência profissional, é a precariedade do perfil produtivo e da produtividade do trabalho.

Tendo em conta esta realidade o PCP vai dar continuidade na Região, à campanha nacional “Mais Direitos, Mais Futuro. Não à precariedade”.

Na primeira fase da campanha visa-se colocar os problemas da precariedade laboral na agenda política regional, denunciar centenas de incumprimentos da legislação laboral, apresentar propostas nas Autarquias, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e na Assembleia da República para combater este flagelo.

“Foi possível desmascarar a pouca eficácia dos programas na Região de combate ao desemprego, bem como o uso abusivo de vínculos precários e de programas de ocupação de desempregados por parte das Autarquias e da Administração Pública Regional para o desempenho de funções permanentes”, disse o dirigente.

Na segunda fase da campanha o PCP pretende ir mais longe, para além de todo o trabalho de denúncia e propostas, terá varias ações de contacto direto com os trabalhadores, com o objetivo de mobilizar para a luta pela dignidade do trabalho e dos trabalhadores.

Para dar corpo a esta campanha o PCP conta com vários boletins informativos, nacionais, regionais e sectoriais, com uma rede de cartazes espalhados por toda a ilha alusivos à campanha, mas sobretudo nas empresas junto dos trabalhadores, nas praças, nas ruas a mobilizar para esta batalha que tem como objetivo o fim da precariedade laborar.


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