O grupo de dança inclusiva ‘Dançando com a Diferença’ será uma das dez instituições europeias a figurar em destaque no catálogo “UN LABEL”, que apresentará as boas práticas existentes no continente europeu nos trabalhos que envolvem a Arte e a Deficiência, refere uma informação que nos chegou desta agremiação.
O catálogo “UN LABEL” estará disponível para consulta pública em Abril nos websites do projecto que deu origem a esta publicação, no “On the Move” e “Disability Arts International”.
A seleçcão e premiação para o catálogo de boas práticas da “UN-LABEL”, esclarece o ‘Dançando com a Diferença’, parte de um grupo de origem alemã com a colaboração internacional de outras entidades no domínio das artes performativas inclusivas. Houve mais de 50 grupos inscritos, todos com a arte inclusiva como domínio de trabalho.
“É, sem dúvida alguma, uma boa notícia para iniciar o ano de 2017. Aguardemos pela publicação do documento final. Sempre é importante que tenhamos publicações nesta área, tão carente de referências. Se estamos entre os 10 melhores trabalhos da Europa, segundo esta publicação, é lógico que é motivo de orgulho e fruto do trabalho de muitos de nós, das instituições públicas e privadas que nos apoiam, além dos familiares e dos nossos associados, obviamente. Se estivéssemos a falar de futebol seria algo como sermos nomeados para a Bota de Ouro. Resta saber se ganharemos, mas já é um passo muito importante. Se pensarmos na nossa dimensão e também na dimensão geográfica do local onde estamos, acho que é muito importante tudo isso. O ano de 2016 foi fantástico e que assim continue a ser. Do nosso lado, resta prosseguir com o nosso trabalho, sempre tendo como foco principal os nossos alunos e intérpretes”, referem os dirigentes do ‘Dançando com a Diferença’.
Entretanto, a instituição considera que 2016 foi um ano de afirmação e de reconhecimento do trabalho do grupo.
Sempre com o seu foco na inclusão através das artes, o Dançando com a Diferença viu no ano de 2016 o seu trabalho e empenho nas áreas sociais, culturais e artísticas, ser reconhecido por diversas instituições nacionais e internacionais.
Em Junho o ‘Dançando com a Diferença’ foi agraciado com o Prémio Acesso Cultura – Acessibilidade Física 2016, pelo desenvolvimento de um trabalho pioneiro em território nacional. Considerou-se a relevância deste trabalho para a consciencialização do tecido cultural e artístico nacional, na luta pela inclusão e aceitação da diferença. Este prémio deu origem ainda, a nível regional, a um Voto de Congratulação por parte da Assembleia Legislativa da Madeira, que ressalvou a importância do grupo e do seu trabalho na Região Autónoma da Madeira.
Já em Julho do ano transacto, o grupo alcançou o reconhecimento como uma importante instituição de empreendedorismo e economia social através do Prémio IES+ da IES – Social Business School. Este prémio ressalta o valor do trabalho e a sua importância no colmatar de lacunas existentes no âmbito social e cultural regional, como um exemplo de boas práticas capaz de ser replicado nacional e internacionalmente.
A fechar o ano de 2016, no mês de Dezembro, os madeirenses da Dança Inclusiva receberam uma menção honrosa no Prémio BPI Capacitar, através do projecto “CAO Artístico – Arte em Mobilidade” que já está em fase inicial de preparação.
Através deste prémio serão criados seis novos grupos de Dança Inclusiva nos Centros de Actividades Ocupacionais (CAO’s) da RAM, numa parceria com a Secretaria Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais (SRIAS). Este projecto, ao abrigo do BPI Capacitar conta com a expectativa de ser uma porta iniciática para o desenvolvimento de novos projectos ambiciosos e arrojados no âmbito das artes, deficiência e inclusão, refere o ‘Dançando…’.
Desta forma, “o grupo Dançando com a Diferença continuará em 2017 a desenvolver os seus projectos em torno da promoção da inclusão através da dança e também, a partir deste ano, de outras formas de expressão artística, procurando sempre corresponder às expectativas de todos aqueles que depositam em nós toda sua confiança e esperança na criação de um bom trabalho”, referiu Telmo Ferreira, presidente da Direcção da AAAIDD.
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