Produtores de Banana descontentes no Natal e reclamam justiça para quem trabalha

bananaOs agricultores associados da ABAMA – Associação dos Produtores da Banana da Madeira reclamam um apoio mais justo para quem trabalha a terra, nomeadamente, quem produz banana na Madeira e pretende criar condições para aumentar a sua exportação para novos mercados.

Segundo estes produtores, “a banana da Madeira representa um dos produtos com maior relevância na produção agrícola da Madeira que segundo dados divulgados pela Direção Regional de Agricultura (DRA), em 2015, deu lugar à comercialização de 17.693,5 toneladas de banana. É uma atividade que emprega muitos agricultores, constituindo uma fonte de rendimento para muitas famílias madeirenses”.

A ABAMA pretende, “tão-somente, o pagamento justo aos agricultores pelo trabalho realizado. Não aceita que os agricultores tenham todas as responsabilidades e custos inerentes à produção de banana e venham a receber um valor muito inferior ao justo valor pelo seu trabalho.”

Por outro lado, a Associação tece considerações críticas sobre a GESBA: “Como é possível que a empresa pública GESBA-Empresa de Gestão do Sector da Banana Lda fature acima de 15 milhões de euros por ano e só pague aos produtores pouco mais de 4 milhões? Faturação não é sinónimo de lucro, mas ainda assim esta diferença abismal de valores faz-nos questionar sobre a boa gestão da GESBA. Até porque desde a campanha publicitária da Dona Dolores, o preço de venda ao público da banana da Madeira aumentou. Não seria justo que os agricultores também recebessem um valor mais alto pela banana produzida? Afinal quem produz a banana são os agricultores. Porquê tão grande diferença de preço existente num quilo de banana vendido aos importadores continentais (cerca de 1,45 €) e o preço médio pago ao agricultor que é de 50 cêntimos? Até porque a União Europeia paga 44 cêntimos por quilo de banana produzida a qual acrescenta mais 11 cêntimos quando a banana é exportada.A diferença de valores de faturação e pagamentos aos produtores exige esclarecimento”.

Outra questão que os produtores lançam: “Porquê a exigência da venda da banana à GESBA? Porque não existe um mercado livre? Os agricultores associados à ABAMA estão determinados nesta luta e, apesar de não estarem associados a qualquer força política, agradecem todo o apoio que a sociedade civil queira dar a esta luta”.