Madeira homenageia em breve mais dois ex-combatentes da I Guerra Mundial

combatentes2O Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto anunciou hoje que, em breve, dois ex-combatentes madeirenses que faleceram em defesa da Pátria, na I Guerra Mundial, serão homenageados.

São eles o tenente Henrique José de Sousa Machado e o sargento Alberto de Sena Mendes, mortos em Angola. O primeiro na defesa do Forte de Cuangar. O segundo no combate de Naulila, depois de haver detido com o fogo da sua peça o avanço dos alemães.

A homenagem acontece sensivelmente um ano depois do Arco da Calheta ter lembrado o alferes miliciano de infantaria, Gabriel Rocha de Gouveia, dando um nome à praça junto à igreja.

“Alguns dos nossos madeirenses mortos estão lembrados, em ruas e monumentos públicos. Mas é nosso dever como comunidade perpetuar a memória de todos eles, passados que estão 100 anos do seu sacrifício, o que será completado proximamente com o descerramento de duas placas toponímicas homenageando Henrique José de Sousa Machado e Alberto de Sena Mendes, ambos falecidos em Angola”, disse.

Ireneu Barreto falava na Reitoria da Universidade da Madeira (UMa), na sessão de encerramento do II Colóquio Internacional “INSULA -a Grande Guerra e os Espaços Insulares”.

O juiz conselheiro disse que muitos madeirenses entraram na I Grande Guerra -a “Guerra que ia acabar com todas as guerras”- primeiro no sul de Angola e de Moçambique, depois, nos campos da Flandres, para onde foi enviado à pressa, em 1917, o Corpo Expedicionário Português, que incorpora um total de 124 militares madeirenses.

“Felizmente, desses militares, muitos voltaram para se notabilizarem no futuro, como o nosso conterrâneo José Vicente de Freitas, mais tarde Presidente da Câmara de Lisboa e Presidente do Conselho de Ministros, ou Ângelo Augusto da Silva, notável pedagogo, reitor do então Liceu Jaime Moniz, onde estudei (jamais esquecerei o seu rosto gazeado mas de onde só transparecia bondade). Mas muitos morreram ou ficaram gravemente feridos, em defesa da Pátria”, disse.

Daí a homenagem que será feita a mais dois madeirenses que faleceram eo combate e para a qual Ireneu Barreto agradeceu a colaboração do Comando Operacional da Madeira, nas pessoas dos Senhores Generais Marco Serronha e Rui Clero, dos Presidentes de Camara da Calheta, Carlos Teles, e do Funchal, Paulo Cafofo e da Liga dos Combatentes.

Ireneu Barreto recordou ainda o ataque dos submarinos alemãs que, há precisamente 100, provocaram 13 mortos.

“O Funchal assume, com Horta e Ponta Delgada, a inditosa condição de serem as únicas cidades portuguesas bombardeadas no Século XX, e os 13 madeirenses mortos as únicas vítimas civis em território português”, recordou.


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