Numa iniciativa que hoje se realizou no concelho do Funchal, junto à estação dos CTT, o dirigente Ricardo Lume abordou a degradação da prestação de serviços da empresa CTT-Correios de Portugal e a “ofensiva feita aos seus trabalhadores”.
“Tempos houve, em que a qualidade do serviço público de correios, na nossa Região, garantia as necessidades das populações, bem como garantia aos seus funcionários condições de trabalho e trabalho com direitos”, referiu Ricardo Lume, para concluir que depois da privatização dos CTT, a realidade é bem diferente.
A opção do anterior governo PSD/CDS em privatizar esta empresa estratégica para o País abriu caminho à degradação da qualidade dos serviços, bem como à extinção de postos de trabalho, denunciou.
“Hoje é um verdeiro calvário ir a uma estação dos CTT, para levantar a reforma, o reembolso do Subsídio de Mobilidade, bem como enviar correspondência, são horas a fio à espera, em filas intermináveis, tendo de pagar preços exorbitantes pelo envio de correspondência”, disse Ricardo Lume.
“As pessoas esperam e desesperam nas suas casas pela correspondência, pois os atrasos são constantes, com graves consequências para quem tem contas para pagar, ou pensões de reforma para receber. Atrasos que resultam da política seguida pela administração dos CTT de diminuir o número de carteiros, bem como não garantir condições de trabalho para o desempenho destas funções, sejam eles funcionários dos CTT ou de empresas de prestação de serviços”, declaram os comunistas madeirenses.
Para os mesmos, a diminuição da qualidade dos serviços dos CTT está directamente ligada à opção de extinguir postos de trabalho, e à contratação recorrente de empresas de prestação de serviços.
“Como se já não bastasse o encerramento de várias estações dos CTT e a extinção de centenas de postos de trabalho, a Administração dos CTT-Correios de Portugal pretende prosseguir a “demanda” de extinguir mais postos de trabalho, que são fundamentais ao funcionamento da empresa”, criticou Ricardo Lume.
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