*Com Rui Marote
O FN tomou conhecimento de uma situação complexa e delicada, a exigir, provavelmente, algum humanismo na sua resolução. Trata-se do caso de António Freitas, pescador. O mesmo contactou a nossa reportagem, em desespero de causa, para expor o seu problema. Com esposa e dois filhos alegadamente doentes, António Freitas completa 65 anos em Janeiro próximo. Vive no bairro da Nazaré e conta-nos que atravessa dificuldades económicas. Ainda este mês, para pagar a renda, teve de pedir emprestado e não sabe quando irá pagar, confessa.
Segundo nos narrou, a sua canoa, situada no varadouro de São Lázaro, é o único sustento da família. Este é, aparentemente, o pescador mais antigo: há cerca de cinquenta anos que ali permanece. Assume que nunca pagou renda aos Portos.
Sexta-feira passada, diz ter recebido uma carta da Administração de Portos da RAM, APRAM, em jeito de ultimato, que o intimava a pagar, até hoje, dia 21 de Novembro, 1073,60 euros de dívida, reportados a Outubro de 2016. “Recebi sexta-feira a carta e já hoje tenho de pagar”, lamenta. “Como irei arranjar o dinheiro? Ultimamente nem tenho conseguido pescar, o mar tem estado mau, e quando pesco é um ou dois quilos de peixe…”
Apontando, mostra-nos a sua embarcação: a canoa de matrícula 14919FN5, que afirma ter as licenças em dia na Capitania. Com o rosto cheio de tristeza e as lágrimas a assomarem, mostra-nos a carta da APRAM. As consequências de não pagar serão a de que a sua embarcação seja colocada em doca seca numa área a determinar pela APRAM, que pode ser em São Lázaro ou na zona de apoio logístico no Porto Novo, imputando a administração portuária as despesas com essa deslocação ao proprietário.
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