
O administrador de insolvência da ‘Strawberry World, Agência de Viagens, SA.’ vai proceder à venda extrajudicial, através de negociação particular e por meio de propostas que serão remetidas em carta fechada, de dois imóveis da insolvente.
São eles uma fracção autónoma designada pela letra “E”, na cave, composta por unidade comercial, localizada na parte sul, do prédio urbano afecto ao regime da propriedade horizontal, denominado “Marina Forum”. O valor base é de 109.620,00 euros.
E uma fracção autónoma designada pela letra “N”, no primeiro andar, composta por unidade destinada a escritório e/ou comércio, localizada no ângulo Sul-Oeste, com parqueamento automóvel, do prédio urbano afecto ao regime da propriedade horizontal, denominado “Marina Club”. O valor base é de 297.200,00 euros.
As propostas serão remetidas até ao dia 25/11/2016, em carta fechada, dirigida ao Administrador de Insolvência, Emanuel Gamelas.
A abertura das propostas será no dia 30/11/2016, pelas 12:00H, no escritório do Administrador de Insolvência sito na Rua do Surdo, nº 26, 2º Esq., 9000-223 Funchal.
Recorde-se que os credores da agência de viagens Strawberry World, aprovaram, a 12 de Agosto de 2013, na assembleia de credores havida no Tribunal Judicial do Funchal, a liquidação da sociedade, sobre a qual a Direção de Turismo da Madeira recebeu 170 queixas.
A sociedade, constituída em 2001, tinha como objeto social a “intermediação, através de portal de Internet, de serviços de marcação de hotéis e viagens de turismo”, o designado ‘booking’ (reserva).
No verão de 2012 foram tornadas públicas queixas de turistas contra a Strawberry World por incumprimento das suas obrigações para com clientes e hotéis por si contratados.
Segundo a então Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes, a Direção de Turismo da Madeira recebeu 170 queixas contra aquela agência, sendo 54 de franceses, 33 de portugueses, 25 de espanhóis e igual número de queixas de ingleses, 11 de italianos, nove de alemães e 13 de turistas de outras nacionalidades.
Nas contas da Secretaria, o valor global de danos financeiros rondou os 200 mil euros.
O processo de contraordenação à empresa acabou por não se concluir dado que a agência foi declarada insolvente a 12 de junho de 2013.
A lista provisória de créditos reconhecidos incluia 175 nomes de particulares, empresas e entidades, que reclamavam um total de 6,2 milhões de euros.
A maioria dos credores são turistas, mas os créditos maiores são reclamados por unidades hoteleiras da Região.
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