As escolhas para encabeçar a lista do PSD a propor ao eleitorado do Porto Santo, em 2017, estão tripartidas.
As hostes ‘laranja’ movimentam-se para ver qual o melhor candidato para desalojar do poder Filipe Menezes de Oliveira (PS).
A influência política do ex-presidente, Roberto Silva ficou debilitada pela queda da palmeira e por estar associado ao antigo poder regional, que não a onda da ‘renovação’.
Segundo conseguimos apurar, há três nomes com fortes possibilidades de serem chamados a dar a cara pelo partido nas Autárquicas.
São eles Idalino Vasconcelos, atual presidente da Junta de Freguesia do Porto Santo pelo PSD; Jocelino Velosa, atual diretor regional para a Administração Pública do Porto Santo; e Bernardo Caldeira, atual deputado do PSD na Assembleia Regional.

José Idalino de Vasconcelos é agente de viagens. Tem algum traquejo político, sobretudo no poder local.
Chegou a integrar a lista de candidatos a deputados pelo PSD à Assembleia Regional em Regionais anteriores, designadamente em 2007 e 2011, embora em lugares não elegíveis.
É membro do Conselho geral da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).
Por seu turno, Jocelino José de Velosa tem 53 anos, é licenciado em Direito. Iniciou a sua carreira profissional no Aeroporto do Porto Santo onde foi Oficial de Operações Aeroportuárias, Chefe de Exploração e Chefe da Divisão de Gestão Operacional.
Já no anterior executivo exerceu funções como diretor da administração pública do Porto Santo, numa escolha do ex-vice-presidente do Governo Regional e ex-delfim do PSD, Cunha e Silva. Foi correspondente do DN-Madeira no Porto Santo.

Bernardo Manuel de Oliveira e Castro Caldeira é da chamada ‘renovação’ do PSD-M de Miguel Albuquerque.
Tem 34 anos e o 12.º ano de escolaridade. É empregado de escritório e foi eleito deputado para a Assembleia Regional em 2015.
No parlamento madeirense tem assento nas Comissões especializadas de Economia, Finanças e Turismo; e Equipamento Social e Habitação.
Foi Membro da Assembleia Municipal do Porto Santo (2009-2013); presidente da Comissão Política da JSD Porto Santo (2008 e 2012), e presidente da Mesa do Congresso JSD (2011-2012).
Magno Miguel Pereira Velosa poderá ser outra hipótese (tem assento, atualmente, na Assembleia Municipal) e o nome do jovem advogado e recém-eleito presidente do Portossantense, Vítor Menezes também surge como hipótese, ainda que remota.
Tão remota quanto a possibilidade de Nuno Baptista, candidato proposto pelo PSD em 2013, enfrentar novamente Menezes de Oliveira.
A possibilidade de José António Castro (ex-PSD) concorrer como independente nas listas do PDR, a influência do movimento “Somos Porto Santo”, o eventual desgaste de Filipe Menezes na fricção com o clã Luísa/Góis Mendonça, assim como o papel de Ana Paula Serra, eleita pelo PTP, são outras incógnitas a ter em conta no xadrês autárquico do Porto Santo.
Recorde-se que o Porto Santo, em termos de estratégia política, está directamente sob a alçada da presidência do Governo Regional pelo que Miguel Albuquerque não quererá defraudar as expectativas.
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