Os deputados do Bloco de Esquerda na Assembleia Legislativa Regional resolveram assinalar o Dia Internacional da Saúde Mental com uma deslocação ao Departamento de Saúde Mental do SESARAM, junto ao hospital dos Marmeleiros, para denunciar uma situação que, asseveram, se vem arrastando há largos meses. “Há cerca de dez meses, existe quase um milhar de doentes que não têm qualquer consulta de psiquiatria como antes tinham neste serviço”, disse o deputado Roberto Almada. Trata-se, assegurou, de pessoas que necessitam de cuidados médicos permanentes, que sofrem de diversas patologias psiquiátricas, e o que fazem desde há dez meses é simplesmente irem àquele serviço levantar as receitas para irem levantar os medicamentos.
“Isto é uma situação grave que coloca em causa a saúde destas pessoas”, considerou o parlamentar bloquista, para quem o acompanhamento adequado é importante para que estes utentes possam ter uma vida perfeitamente normal.
Há, afirmou, que esteja em situação muito difícil, “de descompensação inclusive”, porque não são vistas por um médico psiquiatra, que as devia reavaliar pelo menos de três em três meses.
O secretário regional da Saúde, Faria Nunes, afirma que as coisas estão controladas, referiu Roberto Almada, “mas nós sabemos muito bem o que quer dizer o GR, quando diz que está tudo controlado, ironizou.
“Não faltam médicos psiquiatras no sector privado. O que era preciso era que o GR, a tutela, entrasse em diálogo com eles no sentido de garantir atendimento às largas centenas de pessoas que não têm qualquer acompanhamento no Serviço de Saúde Mental do SESARAM”, refere o BE. Por isso, o partido anunciou que pedirá uma audição parlamentar a Faria Nunes e ao director dos Serviços de Saúde Mental, para explicarem o que está o GR a fazer para garantir os cuidados médicos a estes doentes.
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