PS critica especulação do Governo Regional sobre inviabilização do novo hospital

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O PS-M refere hoje que a notícia que o “Governo da República quer adiar o novo hospital” levou o presidente do partido na RAM, Carlos Pereira, a contactar o Ministério da Saúde, de modo a fazer um ponto de situação sobre o que está a ser levado a cabo pelo Governo Regional para assegurar o co-financiamento do novo hospital.

Na conferência de imprensa realizada, esta manhã, na sede do partido, Carlos Pereira disse que o Governo Regional tinha de apresentar um programa funcional para o novo hospital, ao Ministério da Saúde e ao Governo da República, bem como apresentar um modelo de financiamento e, ainda, garantir que os terrenos, onde o hospital ficará instalado, estão totalmente assegurados.

No entanto, após o contacto efectuado, Carlos Pereira teve conhecimento que apesar de todas as insistências do PS-M, até hoje, não foi entregue “um único” documento sobre esta matéria, no Ministério da Saúde.

Carlos Pereira deu a entender que notícia divulgada no fim-de-semana na imprensa regional dizendo que a informação de que uma entidade técnica poderia manifestar-se contra o projecto de interesse comum do novo hospital da Madeira, inviabilizando-o, é especulativa, e que, na realidade, “o Governo Regional, na sua incapacidade total de lidar com as promessas que faz aos madeirenses, percebe que não tem capacidade, competência para cumprir aquilo que prometeu, e faz aquilo que nós infelizmente temos visto ao longo dos últimos anos, que é, atira as responsabilidades para fora da Madeira e para o Governo da República, sobretudo quando o Governo que lá está é um governo do PS”.

Do seu lado, Carlos Pereira aponta que o PS e o PS-M têm cumprido o que prometem. Diz que contactou o ministério da Saúde para se assegurar de que o Governo Regional tem realizado as diligências necessárias no sentido de se caminhar para esse processo de co-financiamento da nova unidade hospitalar, mas que recebeu como resposta que não foi entregue ao ministério o programa funcional do novo hospital, o modelo de financiamento do hospital, nem a garantia de que os terrenos onde o novo hospital ficará instalado estão totalmente assegurados, com expropriações e indemnizações, e a demonstração de que há concurso para o próprio projecto do hospital já em desenvolvimento.

“Até hoje, o Governo Regional não entregou um único documento sobre estas matérias no ministério da Saúde”, afirmou Carlos Pereira. Assim sendo, o ministério não pode estabelecer correctamente os termos do co-financiamento no Orçamento de Estado, adiantou.