As elites

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O PR, numa intervenção pública, esquecendo que as elites emanam do Povo, desconsiderou-as. Nos tempos que correm, mercê dos erros acumulados desde ABRIL, já se viu o Dr. Salazar alcandorado à condição do maior Português de sempre. Configurará Salazar e os seus, uma elite fora da definição de Marcelo?

Andamos azedos com os eleitos. Mandatados pelos votos, engendraram um sistema político-financeiro promíscuo que os levou a inúmeras vitórias eleitorais, sobrando as dívidas para nós. A memória colectiva leva-nos aos anos 30, ao bom exemplo de Salazar.

A comparação não é legítima. Houve escândalos com Salazar, a censura escondeu-os. Os mais notórios foram: Francisco Meira e toda a Administração do BP entre 1939/43; o caso da Sacor, envolvendo um condecorado com a Ordem de Cristo. A 25/11/44, dirigindo-se a Salazar, escrevia Marcelo Caetano: “Creio já lhe ter dito que sou daqueles que para o público defendem o Governo…Confrange-me a desagregação moral e progressiva do País.”

Cumpre-nos estar atentos e zelar pelos nossos interesses. “Paizinhos” que pensando por nós, como Salazar – com censura – ou os partidos – sem ela – nos enganam, merecem repulsa. A solução está connosco. Temos de nos impor às elites e dizer-lhes, claramente, aquilo que (não) queremos. Tal como nos anos 30 os Bancos e os seus segredos financeiros estão a criar-nos problemas graves. Salazar, sem liberdade, disciplinou-os. Os partidos, em liberdade, enganaram-nos. Queremos a Liberdade e que não nos tomem por tolos.

Os partidos, que nos trouxeram até aqui, estão constituídos no dever de, saindo desta dicotomia, direita esquerda, que tanto lhes anima a retórica, mas não nos ajuda a resolver os verdadeiros problemas dos Homens de Bem, sejam trabalhadores ou Empresários, explicarem como vão agir. Os Empresários, quanto menor a dimensão pior, precisam que os clientes lhes paguem a tempo e horas, e as coisas agravam-se ainda mais, quando é o próprio Estado a não cumprir e, de um sistema fiscal equilibrado, sem taxas e taxinhas. Todos os contribuintes têm direito a que AT não nos encare como facínoras até que lhes provemos o contrário.

Os tempos andam estranhos. O dinheiro concentra-se em muito poucas mãos. Os avanços cientifico-tecnológicos permitem dispensar trabalhadores com aumento da eficácia empresarial. Os detentores de grande volume de capital esmagam os mais pequenos. Para onde enviamos o mito da Pátria, quando ela ignora o desemprego dos seus cidadãos, e, aos detentores de Capital lhes permite, legitimamente, tratar de salvaguardar as suas fontes de rendimento? Além da Pátria, a dicotomia útil durante anos, foi a divisão entre capitalismo e comunismo, ou, direita e esquerda. Alguém distingue direita e esquerda nos negócios?

O dinheiro adora o segredo bancário. Ele não tem Pátria. Direita e Esquerda em “segredo” cuidam-lhe da rentabilidade. Imaginemos o perigo sobre as nossas cabeças, se os “mercados” financiarem “Chefes de mitos” que mexam com a cabeça de milhões de pessoas, sejam eles: Nacionalismos; Regionalismos; Razões históricas e culturais; Cor da Pele; Religião etc. Terão os mercados, na busca da maior rentabilidade possível para o dinheiro, legitimidade para, financiando “Chefes de mitos”, fazerem sofrer os SERES HUMANOS?