Doutores na política deixam a Saúde combalida

SAÚDE
Ilustração de José Alves.

A Saúde na Madeira está combalida, como costuma dizer o povo. Este diagnóstico há muito que o Estepilha vem  fazendo sem recorrer aos  modernos meios de diagnóstico na privada e sem onerar o erário. Bastam os factos de há mais de uma década. Venham os presidentes, de Almada Cardoso a Lígia Correia, de Francisco Ramos a Faria Nunes, não há maneira de encontrar a terapêutica certeira. Sabemos que se esforçam muito mas não logram dobrar o Cabo Bojador.

A Ordem dos Enfermeiros na Madeira, pela voz do seu presidente Élvio Jesus, vem a público atear esta fogueira, apontando os factos: «Há uma irresponsabilidade, incompetência e, por vezes, a indecência, prepotência, impunidade e o desrespeito pelos utentes e enfermeiros por parte de alguns diretores e coordenadores de serviços e unidades, que ultrapassam, em muito, os limites da razoabilidade e do bom senso». É sério, senhores doutores.

O Estepilha, que vem acumulando os sucessivos capítulos desta novela, pensa ter encontrado a solução. A medicina convencional está esgotada, então recorra-se à mal-amada medicina alternativa. Sim, porque isto não vai com o recrutamento de escribas ao serviço do poder num exercício desesperado de branqueamento dos factos nem com a cartilha de que a saúde se gere como uma mercearia. Quem sabe se uma meditação sine die e umas agulhadas de acupunctura nos lugares e nas pessoas certas salvem o sistema?  Até lá, é esperar que ninguém adoeça.


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