Nós, Cidadãos critica encerramento dos cursos EFA

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O partido Nós, Cidadãos! – Madeira tornou pública a sua posição, relativamente às últimas notícias tornadas públicas sobre a Escola Profissional Dr. Francisco Fernandes e o seu novo modelo de gestão, mas sobretudo, conforme salienta “à “estranha” e inoportuna decisão de encerramento, no próximo ano lectivo, dos Cursos EFA (Educação e Formação de Adultos) em regime de horário pós-laboral. Em total desacordo com essa deliberação, o Nós, Cidadãos refere que os Cursos de Educação e Formação de Adultos (cursos com ou sem componente profissionalizante) são hoje a única opção para quem, tendo mais de 18 anos, quer continuar a estudar e concluir o seu percurso escolar.

“Ora, numa região onde o desemprego apresenta uma das maiores taxas nacionais e cresce praticamente todos os dias, decreta o bom senso que, ao invés do encerramento inopinado destes cursos, seria de esperar e adoptar um período transitório até à implementação do ‘novo programa de educação e formação de adultos’, já anunciado pelo Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, no passado dia 24 de Março”.
A suspensão, em 2013, dos Cursos EFA por parte do ex-primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, é agora seguida, paulatinamente, por uma Secretaria Regional da Educação que aparentemente não se preocupou em encontrar alternativas para um conjunto de estudantes que ainda não findam este ano o seu percurso escolar., refere o comunicado enviado às Redacções.

“Esta é a mesma Secretaria que eloquentemente verbaliza muito o primado da qualidade do ensino prestado nas escolas, mas que em simultâneo é colaboradora num quase completo desinvestimento
no sector da educação – e que decorre desde à alguns anos a esta parte – como é o caso, por exemplo, da falta de materiais didácticos e audiovisuais para trabalho nas salas de aula; a falta de pessoal auxiliar/técnico especializado nas escolas; a quase completa ausência de manutenção do próprio parque escolar edificado (por exemplo, o antigo Liceu espera à anos por uma intervenção urgente; a fraca e já desactualizada informatização das escolas, em particular das salas de aula, o desinvestimento nas bibliotecas escolares e respectivos recursos bibliográficos, etc.)”, reza o texto assinado por Filipa Fernandes.