PS pede demissão de Faria Nunes

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Fotos: Rui Marote

O secretário regional da Saúde, Faria Nunes, está sob uma cerrada barragem de artilharia pesada da oposição no parlamento regional, neste momento, no debate potestativo sobre Saúde convocado pelo JPP. Depois de lhe terem sido apontadas inúmeras falhas dos serviços regionais do sector, a oposição já pediu mesmo, pela voz de Jaime Leandro (PS), a demissão do governante. Também Rui Barreto, do CDS, considerou, sem contemplações, que Faria Nunes não é o único culpado do estado actual da Saúde na Região, mas que é incontornável o facto de que o sector “piorou” desde que assumiu funções no Governo Regional.

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O JPP introduziu a questão pela voz da deputada Patrícia Spínola,  que traçou um quadro negro: começando por considerar que o Governo está pouco interessado em discutir o sector que tanto interessa à população, prosseguiu para criticar a inércia de quem o dirige,  e para a enumeração dos ‘pecados’ do Sesaram: serviços em ruptura, pela falta de recursos humanos, físicos e materiais; carros bem equipados parados há anos por avaria; transportes operacionais que não são feitos depois das 21h30; sobrelotação e perigosidade consequente devido às infecções; ausência de carros para transporte que fazem com que os doentes faltem às consultas;  um serviço de urgência cheio de idosos em macas e de problemas; falta de medicação; material indispensável; roupa (lençóis e pijamas); um Programa de Recuperação de Cirurgias que está “parado”; combate às altas problemáticas que não avança,  etc., etc.

O Bloco de cirurgia de ambulatório foi pomposamente inaugurado mas sem funcionamento programado previsto para, por exemplo,  ortopedia, acusou ainda o JPP, que no entanto elogiou o trabalho desenvolvido pela rede de cuidados continuados e paliativos.

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Ainda criticado foi o facto de o hospital ser um dos do país com maior índice de infecções hospitalares, e de haver “falta de limpeza”. E assim por diante.

Também a situação do edifício de medicina nuclear foi considerado “um investimento para o lixo”, bem como do facto do Iasaúde  estar a pagar a privados “custos elevadíssimos”.