Proposta de caminhada FN: descobrir a Lagoa do Vento

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Um paraíso bem madeirense onde tudo se esquece.

 

 

(Micaela Martins Texto e Fotos) Se passar pelo Rabaçal e parar por um momento, no parque onde abundam automóveis de “rent-a-car”, para olhar em frente, verá um risco na encosta. Este risco é a levada do Alecrim.

Ao longo de quase três quilómetros, o verde destes vales encantados de uma das zonas mais ricas quer ao nível florestal quer em recursos hídricos enche a vista e o ar fresco e puro que se respira enche os pulmões e liberta-nos de qualquer toxina mental…

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Tesouros mil por entre a natureza.

A esplanada da levada é bela. As rochas em redor formam uma espécie de esculturas naturais. As árvores que a ladeiam ajudam a ocultar alguma altura que possa intimidar alguns aventureiros mais temerosos. Os pássaros chilreiam ao nosso ouvido canções de tranquilizar as mais ferozes bestas.

A uma dada altura, o curso de água sobe para um nível acima, pelo que temos de subir cerca de 25 degraus. O que não custa mesmo nada, ao som destas águas cristalinas.

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Um manto verde infinito que nos silencia.

Quando estamos quase a abeirar-nos na Ribeira do Lageado, onde encontramos a famosa “lagoa encantada” que já antes buscámos, encontramos uma descida à esquerda, um troço largo e bem visível, num ponto em que à direita da levada encontramos placa com riscas vermelhas e brancas, que assinala o perímetro florestal.

Podemos incorrer até à nascente da levada do Alecrim, na Ribeira do Lageado, e ver a “mesa” conhecida como Lagoa da D. Beja, a “lagoa encantada”, antes de iniciarmos a descida até à Lagoa do Vento, valem bem a pena esses cerca 20 minutos que andaremos a mais.

Iniciada a descida, penetraremos na floresta acima da qual andámos, ao longo da Levada do Alecrim. Teremos de a descer cerca de 30 minutos até encontrarmos à direita a vereda que nos encaminha à Lagoa do Vento. Há que descer mais uns 20 minutos até a encontrarmos, mas os nossos joelhos farão com muita alegria este sacrifício para se encontrarem com esta belíssima lagoa, que, por esta altura, terá mais água, possivelmente, atendendo a que ainda há uns dias era inverno.

Após termos aproveitado este encontro para descansar e contentar a vista, há que subir pela vereda que ainda há instantes desceramos. Ao encontrarmos a que vinha da levada do Alecrim, podemos subir por ela e voltar pelo mesmo caminho para o carro, ou seguir para a direita e descer até à estrada de alcatrão que serpenteia a floresta do Rabaçal e nos encaminha às casas florestais. Tendo chegado à estrada, podemos ir ver as casas, tomando a direita e descendo um pouco mais, para depois subirmos ao longo dessa estrada e chegarmos ao miradouro de onde saímos.

É um belíssimo passeio, com quatro a cinco horas, cujas subidas e descidas são largamente compensadas pelas paisagens e pela paz que ali encontramos. Aproveite os dias bonitos e descubra estas encantadoras lagoas.