
Devagar, devagarinho, lá vão as caras dos candidatos aparecendo nos painéis distribuídos pelo Funchal. Parcos, tímidos, a marcar distâncias. Primeiro, Edgar Silva. Depois Marisa Matias. Finalmente, Sampaio da Nóvoa. Dos restantes sete nem sinal.
A dois dias do ato eleitoral que poderá determinar quem será o novo inquilino do Palácio de Belém, os cartazes contam-se pelos dedos e muitos dos que por eles passam nem chegam a dar pela diferença no ambiente do jardim.

Longe vão os tempos da propaganda a disputar o olhar dos eleitores. Atualmente, os candidatos passaram a ação para o ecrã das televisões, para o contato nas arruadas dos abraços e para as autoestradas das redes sociais. Mais barato, menos poluente, dizem eles mais eficaz.
O Estepilha aprecia e aplaude a inovação, a poupança e a defesa do ambiente, mas receia que tanto vazio possa deixar os candidatos com o “mural” em baixo no próximo domingo.

Será bom não esquecer que a grande maioria do eleitorado mais assíduo à urna de voto não domina, por enquanto, as novas tecnologias de informação.
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